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Dalva e Dito

Com a proposta de resgatar a essência de pratos brasileiros, porém utilizando técnicas e padrões internacionais, surgiu o restaurante Dalva e Dito, dos chefs Alex Atala e Alain Poletto, em 2009.

O nome Dalva e Dito traz em sua concepção, duas homenagens: Dalva, em homenagem a estrela Dalva e Dito, em homenagem ao Santo Expedito.

Embora fique há menos de 150 metros do D.O.M e ter o mesmo chef de lá, o restaurante traz uma proposta bastante diferente (tanto em preço, quanto no cardápio e na decoração).

Com arquitetura de Marcelo Rosenbaum o restaurante traz referências daquelas fazendas do interior de São Paulo, construídas na época do café, com exceção da cozinha moderna que chama atenção por ter estações separadas por funcionalidade (uma das estações, é dedicada à
alimentos que usam técnica a vácuo, outra para preparo dos pratos e outra para a finalização do preparo – que acontece na frente do cliente, já que esta estação é toda de vidro).

O cardápio é dividido por temática e tem diversas opções, para agradar a todos.

- Da terra e do ar… opções de carnes e aves

- Das águas… opções de peixes

- Para adoçar sua vida… as sobremesas (essa era fácil!)

O couvert trazia manteiga aviação, alho assado (super suave) e pimenta biquinho.

Como de praxe, pedimos pratos e metemos o garfo nos pratos alheios para que todos pudessem experimentar todos os pedidos (sim– um pouco nojento, mas uma alternativa feliz para sair de lá com algumas impressões).

Fomos de:

Entradas:

Cavaquinha com tomate tipo vinagrete (saborosíssimo) e a cavaquinha estava com a textura exata, nem molenga, nem dura e borrachuda.

- Pastéis recheados com feijão de corda

Pratos principais:

- Macarrão com feijão e lingüiça (R$44), que achei bastante bizarro e não tão surpreendente (como dizia o cardápio) tampouco tão saboroso assim. Achei que o feijão acabou encobrindo o sabor do macarrão, que estava lá só pela textura.

- Arroz vermelho do sertão com textura AL dente com espeto de queijo coalho e legumes assados (R$47), ok mais também não sensacional

- Pirarucu na chapa com uma deliciosa vinagrete de castanha do Pará e ratatouille com vegetais típicos do sertão (mandioquinha, maxixe, batata doce, quiabo, jerimum, palmito assado, banana da terra, chuchu e cebola). Prato bastante saboroso, principalmente pelo pirarucu que vinha com uma textura incrível e uma suculência sensacional.

- Surubim, bem leve e que tinha uma nota equilibrada de capim limão (R$55). Ah, vinha com essa folha verde também (jambú), uma folha que você morde e adormece sua lingua (sensação gustativa elétrica, bem estranha).

- Milanesa com salada de batata (R$48). Gostosa, mas que não surpreendia.

- Medalhão com batatas bem sequinhas por fora e macias por dentro (de tudo, as batatas e a cavalinha foram o que mais gostei)

Comemos muito e bem, mas os elogios vão mesmo às sobremesas. Sobremesas simples, mas muito bem executadas.

Fomos no típico pudim de leite, macio, leve e saboroso junto de uma  combinação de sorvetes de tapioca, umbu e coco.



Escolhemos também uma espuma de manga com calda de gengibre (R$18)

Tapioca doce (R$19)

-  Romeu e Julieta (R$19)

- Babas a cachaça com ovos moles (R$18)

Foi uma deliciosa experiência e que vale sim uma visita. Tanto pela comida caseira preparada com requinte quanto pelos sabores que talvez não superem os que seus avós faziam, mas que com certeza superarm referências não emocionais que já tenha tido.

:-) Eli

Dalva e Dito: Padre João Manuel, 1115  – Jardim Paulista –  Tel.: (11) 3068 4444