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A onda agora é o Ceviche!

Você já deve ter ouvido falar sobre o “ceviche” (pronuncia-se “cebiche”) prato originário do Peru que está fazendo sucesso no Brasil.
Feito com peixe cru marinado no limão, além de leve é muito saboroso. A receita consiste em deixar o peixe “cozinhar” no suco de limão (ou no suco de alguma fruta cítrica) e depois só incluir outros ingredientes como: cebola, pimenta, batata, abacate, salsa etc.
O “ceviche” pode ser servido como entrada, acompanhamento ou até mesmo prato único.
No Brasil existem poucos restaurantes especializados em “ceviche”, aqui em São Paulo um dos mais conhecidos é o Suri, do Chef colombiano Dagoberto Torres. Estive lá há 1 mês e gostei bastante, tanto da comida quanto do ambiente.
Como fui numa quinta-feira não fiz reserva, mas não tivemos problema com espera, chegando lá já fomos logo acomodados numa mesa em frente ao bar onde tive oportunidade de ver o Chef preparando as iguarias.
Para começar saboreamos o delicioso couvert: chips de banana da terra, mandioca, mandioquinha e cará, acompanhados de guacamole e molho picante. Logo após pedimos as entradas: lula grelhada recheada com quinoa levemente apimentada e geleia de maracujá e o patacón (tapas de banana da terra com frutos do mar ao molho de pimentas). SAMSUNGSAMSUNGDepois decidimos fazer um pequeno “menu degustação”, então pedimos 3 “ceviches” diferentes e dividimos entre todos da mesa. Pedimos o Clássico (corvina com cebola roxa, coentro e milho, acompanhado de batata doce), a Playa blanca (vieiras, lula e peixe branco com leite de cocô, laranja, cebola roxa, coentro e hortelã) e o Tigarahé (peixe branco, polvo e camarão com sauté de cogumelos, cebola roxa, ceboulette e massagô). As porções de “ceviche” não são tão pequenas, para mim servem bem duas pessoas e os preços são bem justos ficam em torno de R$ 29,00  – R$ 38,50 cada.SAMSUNGSAMSUNGSAMSUNGTodos os “ceviches” estavam deliciosos, com o sabor bem equilibrado sem picos exagerados de acidez. Descobri que o Chef utiliza Aji-no-moto nas preparações para reduzir a utilização do sal e consequentemente diminuir o sódio . Acredito que esse é o segredo para manter o equilibro do sabor da marinada.
O restaurante também tem opções de pratos quentes e sobremesas, mas dessa vez ficamos apenas nos “ceviches”. Vale muito a pena conhecer o Suri, com certeza você ficará fã dos “ceviches” assim como eu.

Suri Ceviche Bar – Matheus Grou, 488 – Pinheiros
São Paulo – SP
:) Naná

Gaeta – Papo ótimo, comida melhor ainda!

Guarapari (ES) é conhecida como um dos melhores locais do Brasil para fazer mergulho, por ter a maior biodiversidade de vida marinha do país. Fomos conhecer a cidade embaixo d’água e pra repor as energias paramos no restaurante mais conhecido por lá, pelo menos para os turistas, o Gaeta.

O lugar é simples e aconchegante e fica na beira da praia de Meaípe, que é tranquila para passar a tarde tomando uma cervejinha. Sentamos perto da janela pra poder observar o mar e de fato entrar no clima com os pés na areia (o resto do restaurante tem chão normal). Mas vamos ao que interessa, a comida. O cardápio é lotado de pratos deliciosos feitos com frutos do mar e peixes, então resolvemos fugir do prato principal, a moqueca capixaba, e apostar na lagosta (~R$120).

Aaaaah as lagostas! Tão gordinhas e tão saborosas! Uma porção vem em torno de 700g, ou seja, é comida para 3 pessoas comerem tranquilamente, ou no nosso caso, para 2 ogrinhos. Pra deixar o prato irresistível, eles colocam um molho branco que ajuda a amolecer a carne que está em contato com a casca facilitando a retirada do bichinho inteiro, e queijo parmesão derretido em cima. Com essa combinação não tem como dar errado, as lagostas são simplesmente sensacionais!! Derretiam na boca e tinham um sabor único, só comendo mesmo pra sentir. Junto vem o arroz, pirão e moqueca de banana, e o melhor? Tudo em panela de barro.

lagostas

A dona do restaurante veio conversar com a gente enquanto pagávamos a conta. De tão gente boa que a Dona Idalina é, ficamos um tempão batendo papo, com ela contando as suas histórias, sempre entrelaçadas com a do Gaeta, afinal são 45 anos de um verdadeiro casamento. Além disso, o atendimento ao longo da tarde/noite foi ótimo, com a garçonete explicando bem os pratos e indicando as quantidades suficientes para 2 pessoas (taí umas das características que mais apreciamos em um restaurante: sinceridade/honestidade, pra não faltar e nem desperdiçar comida).

Se você tiver em Vitória ou Guarapari, nós garantimos: vale super a pena ir ao Gaeta.

Por Nath & Rica

Restaurante Gaeta
Avenida Santana, n.º 47, Meaípe, Guarapari

Puerto de Punta del leste

Assim como em Puerto Madero, Argentina, o porto de Punta del Leste oferece boas opções de restaurantes e bares.

Chegamos lá as 22:00 e ainda não estava cheio. O sol, no verão, cai as 21:00 e as pessoas ficam nas praias até tarde, acho que por isso jantam tarde por aqui.

Escolhemos o Napoleon, o primeiro restaurante da rua, com música MPB (aqui todos os lugares tocam música brasileira), mesas externas e luz de velas. Achamos o mais aconchegante de todos.

De entrada, miniaturas de peixe R$20 (iscas de pescadinhas como as brasileiras)

Prato principal: peixe branco estrela – Brotola paupiette recheado com lagostins, camarão, queijo e alho porró, servido com molho de páprica levemente doce e leve apimentado. Saborosíssimo! R$67

Meu marido estava sem fome e pediu um prato de Vieras gratinadas R$69. Sim. Aquelas conchas do posto Shell. As vieras estavam ótimas mas eram bem pequenas.

Achávamos que os pratos seriam pequenos e por isso pedimos batatas ao molho hongo R$18, como acompanhamento, batatas fritas com molho de cogumelos. Delicioso também, mas que sobrou pois os pratos eram gigantes.

Esse passeio ao porto foi uma escolha excelente.  #Ficadica

:-) Eli

Pique-Nique na Espanha

No post anterior comentei que fizemos muito pique-nique na França e na Espanha, mas só mostrei alguns dos nosso pique-niques franceses.

Se eram iguais? Bom, tinham muitos itens semelhantes pois na Europa inteira podemos encontrar queijos franceses com bom preço, por exemplo, MAS há itens bastante diferentes também, como os enlatados.

O meu namorado AMA frutos do mar, então além dos jamóns (presença diária nos nossos brunches Espanhóis), incluímos enlatados de frutos do mar.

Assim como o atum que comemos aqui, encontramos por preços baixos enlatados de peixe, de mexilhões, de lula, de polvo e outras conchas. Em média, cada lata custava uns 3 euros também.

Comíamos direto da lata ou algumas que vinham com molho de tomate, com baguetes fresquinhas. Nhami.

:-) Eli

Um peixe surpreendente: Restaurante família Fuji (Suzano)



No ano retrasado, fiquei alguns dias na fábrica de um fornecedor, aprovando produção em máquina.

A fábrica fica em Suzano, uma cidade simples perto de São Paulo em um bairro afastado do centro.

Lá, as opções para almoço eram bem poucas por isso no primeiro dia, o representante de vendas desta fábrica, me levou para a churrascaria e no segundo dia também. No terceiro dia ele falou:  Agora que temos um pouco mais de intimidade vou levar você para comer um peixe delicioso, só que peço para não reparar no local, pois é um restaurante beeem simples.

Quando ele mencionou peixe, expliquei que preferia voltar à churrascaria, mesmo que pelo terceiro dia seguido, pois não gostava muito de pescados.

Enfim, mesmo com aquele ditado: “o cliente tem sempre a razão”, ele ignorou minhas palavras e me levou ao restaurante Família Fujii também conhecido como restaurante do Batata.

No ano retrasado o restaurante dava medo. Mesas de plástico com toalhas de flores fortes, paredes escuras e decoração medonha… mas como não tinha outra opção, decidi aceitar, de coração aberto, o convite.

Nem escolher o prato eu pude. Sentamos e logo veio o Salmão da casa.

Sem pretensão, coloquei bem pouco do arroz, pirão e do salmão no prato – para não fazer desfeita (algo que minha mãe me ensinou).

Primeira bocada e minha reação: Nossaaaa, que delícia ! Eu que não gosto de peixe, posso dizer que esta entre um dos pratos mais saborosos que já comi.

Ele é grelhado e vem “montado” em cama de batatas bem saborosas, cebola em rodelas (preparadas em um vinagrete), tomates em rodelas e um creme que acho que é feito com requeijão (mas não daqueles enjoativos e pesados).

O peixe era tão gostoso que trouxe dois pratos para casa e desde então, não só eu virei fã do restaurante como minha família também.

Meus pais já saíram de São Paulo para ir até lá e acreditem, no aniversário da minha irmã perguntamos para ela: em qual lugar quer comemorar seu aniversário. Ela podia escolher qualquer opção: já fomos no Fridays, Outback, restaurante chinês, terraço Itália mas dessa vez ela escolheu o simples Familia Fujii.

Percorremos mais de 60km (com muito transito) para comer o nosso salmão preferido.

E valeu a pena!

Do ano retrasado para este, o restaurante deu uma repaginada. Está maior, mais claro, continua simples, mas está com aspecto melhor.

Tirando a reforma, única coisa que mudou, ele continua cheio, o prato ainda é uma delícia e barato (R$45 para duas pessoas), o banheiro (no dia que visitamos) estava bem limpo e o atendimento da simpática garçonete Arlete continua impecável.

Hoje só tenho a agradecer pelo convite do Valdery, por ter sido tão insistente e por ter me apresentado esse salmão surpreendente.

Se tiver coragem de rodar a cidade para comer um ótimo salmão, o endereço é esse: Rua Pinheiro Fróes,Maj, 2338 – (11) 4748-5441

Fica atrás de um posto de gasolina desativado e ao lado da gráfica Emibra.

;-) Eli

Brasil a gosto

Ouvi dizer que a conhecida chef Ana Luiza Trajano é neta de nordestinos e que já passou por mais de 50 cidades brasileiras em busca de ingredientes, referências e inspirações para compor seu cardápio.

Se essa informação é verdadeira, não sei – mas posso afirmar que a chef Ana Luiza Trajano soube inserir, em seu cardápio, ingredientes de diversas regiões do Brasil, de forma harmônica valorizando a cultura e culinária brasileira.

O restaurante existe há 5 anos e fica em um sobrado situado em uma discreta rua dos Jardins.

As mesas são divididas em dois salões médios, ambos decorados com móveis rústicos e de bom gosto e com diversas peças de artesanato brasileiro (peças que inclusive podem ser adquiridas se o cliente se interessar).

Outro ponto a ser destacado é que dá para ver que tudo no restaurante foi pensado com carinho, dos uniformes que trazem referencia às mucamas da época do engenho, às músicas brasileiras que passam por vários gêneros e diversos períodos.

Bom, tínhamos reserva e assim que chegamos fomos muito bem atendidos, por garçons que logo nos trouxeram o couvert da casa, chamado de Pitéu (R$8,0 por pessoa) com: Palitos de polvilho, chips de raízes (mandioca, mandioquinha, batata-doce e nhami em finas tiras fritas), pães diversos (abóbora, de queijo e batata) servidos com manteiga aviação com sal, alho e castanha de baru, e queijo cremoso com pesto de cheiro verde.

A estratégia de pular entradas para nos esbaldarmos em pratos principais continuou, por ordem de preferência,  do que mais gostei para o que menos me agradou, segue o que pedimos nesta visita:

BIFE FINO DE PORCO, macio, saboroso e sem gordura com um delicioso MOLHO adocicado de JABUTICABA servido com purê de inhame e banana da terra grelhada. Um prato com sabor rico e equilibrado (R$48)

PIRARUCU, com refrescante calda feita da combinação de coco, capim limão e gengibre, servido com purê de abóbora e batata-doce (R$68)

ATOLADO DE BODE (eu não gosto muito de carne de bode, mas esta estava suave) muito bem combinada com a “cama” de creme feito com mistura de raízes (acho). A decoração caprichada dava um “tchan” a mais para o prato que vinha com estas “arestas” feitas de crocantes de mandioquinha (R$54)

O único prato que não gostei, foi a MOQUECA VEGETARIANA servida com arroz de coco, pirão de hibisco e farofa brasileira. Eu gosto de legumes, mas achei que havia excesso de personalidade nos ingredientes escolhidos deste prato. Para meu paladar havia uma briga de ingredientes fortes que não combinavam muito.

As fotos mostram porções menores do que as reais, isso porque pedimos para que dividissem cada prato em dois para que pudéssemos experimentar tudo. Sim! Gentilmente o chef se desdobrou para atender nosso mimado pedido  – e isso foi feito sem esquecer da caprichada estética do prato.

Pratos devorados partimos para as sobremesas:

Deliciosas tortinhas ROMEU E JULIETA (R$20) servidas em finíssima massa recheada com um leve creme de queijo, calda de fruta e uma instigante “bolinha” de goiabada. Achei o tamanho certo para se comer em uma bocada só e com doce natural na medida certa (não leva açúcar nenhum, segundo o garçom. Nhami!).

MARIA MOLE CREMOSA COM BABA DE MOÇA coberta com COCO FRESCO E CASTANHA DE CAJU (R$20) a cremosidade e a combinação do crocante vindos da castanhas e do coco fresco deixaram a sobremesa bastante especial. O açúcar, na medida certa, também contribuiu.

COCADA DE FORNO com calda de melaço (bem doce), mas que servida com sorvete de limão (R$20) que tinha esse excesso de açúcar quebrado.

BOLINHO CREMOSO DE BARU com coco queimado (servido quente e com consistência cremosa como o do petit gateau) acompanhado de ácido sorvete de hibisco, sorvete de baru e calda azedinha de cajá (R$20). 

E BANANADA com CASTANHA DO PARÁ e COCO servida com sorvete de nata (R$20) – que não surpreendeu.

Enfim, mais um dia que saímos felizes com o atendimento e com a proposta gastronômica do restaurante brasileiro. Sim! Restaurante esse que pode se apresentar como restaurante brasileiro, mesmo tendo quebrado o paradigma de que restaurante brasileiro é aquele que serve churrasco, feijoada e dobradinha.

Brasil a Gosto: Rua Prof. Azevedo do Amaral, 70 – Travessa da Rua Barão de Capanema – Jardins | São Paulo – SP | Tel: (11) 3086-3565

Nakombi

Nossa última aventura foi no restaurante japonês Nakombi, na Vila Olímpia.

Um clima muito agradável, com decoração impecável e bem tradicional, com direito a luminárias chinesas, “rio” com pontes e carpas, uma Kombi onde fazem os pratos e mesas bem ao estilo japonês.

O único ponto de melhoria é a proximidade das mesas. Mesmo não querendo, você ouve perfeitamente a conversa de quem está ao seu redor. E nem sempre são muito agradáveis…

O ponto forte deste restaurante é o combinado, ou melhor, kombinado. Pedimos o de salmão, o mais tradicional.

O prato é  bem arrumado, com uma cara ótima! É composto por 18 sashimis, 12 sushis, 2 gunkas (ou Joe) e 8 enrolados (ou Nigiris). O sushi foi um dos melhores que já comemos, com uma consistência excelente! O restante estava ‘OK’, nada que exceda a experiência em outros restaurantes. O preço? Para quem vai pelo jeito tradicional, R$ 113 reais. Somente uma entrada, bebida mais o serviço e você vai gastar uns R$ 150, o casal.

Tirando a garçonete que não nos atendeu com uma alegria que contagia, a experiência foi ótima. Para quem espera apenas qualidade, uma ótima pedida. Para quem gosta de comer até explodir, melhor optar por um restaurante que ofereça rodízio, como já indicado aqui pela Eli.

Comemos bem, mas sem sair rolando como da última vez. A corrida no dia seguinte foi beeem mais leve!

Endereço: Rua Pequetita, 170  -  Telefone: (011) 3845-9911

Nath e Rica

Sapporo, o melhor !

Depois de tantos rodízios novos que tenho ido e me decepcionado, finalmente um que merece elogios: Sapporo – até agora o rodízio que mais gostei de ter conhecido.

Muito bem localizado, o Sapporo fica no coração do Itaim, foi aberto há menos de um ano e meio, no lugar de outro restaurante japonês que ali funcionava.

Eles acabaram de reformar, tem pé direito bem alto e decoração clean  – um ambiente bem agradável.

Nota 10 para a comida e para o atendimento (desde o manobrista até o caixa).

Por R$51,90 você tem acesso a diversos pratos, mas como já mencionei em outro post, pra mim não importa a quantidade de pratos servidos, mas sim se estes são bem feitos, frescos e com tempero bom. E lá, tudo que comemos agradou meu difícil e exigente paladar.

De entrada cebiche (que segundo meu namorado foi o melhor que ele já comeu: fresco, suave, com limão na medida certa. Nem no Peru comemos cebiche assim).

Além do cebiche nos trouxeram uma salada de frutos do mar, com camarão, lula, mariscos, cebola e kani (temperada como uma vinagrete, bem leve e refrescante).

Outro prato diferente foi a casquinha de salmão, que petiscamos e que era bem crocante, temperadinha e que lembrava muito torresmos. Humm! Que delícia.

Veio também camarão empanado, guioza, bolinho de peixe e rolinho primavera. Todas as frituras sequinhas e feitas na hora.

O Temaki que pedimos (camarão, salmão skin e atum) também logo chegou: nori fresco, arroz com tempero na medida certa, cozido no tempo certo ( vocês sabem o quanto odeio arroz empapado) e recheio fresco também.

O shimeji estava também super saboroso, como demoramos um pouco para come-lo o garçom veio até nós e nos disse: “Olha, se esfriar, vocês pedem outro fresco que eu trago para vocês. Não quero que comam comida fria, viu?” Em qual outro lugar um garçom falaria isso para você?

O Shogayaki também veio quentinho, a carne bem fina, macia e com um molho adocicado de gengibre.  

E para finalizar, pedimos também salmão grelhado. Mesmo que tenham sido postas grossas, eles estavam suculentos e não estavam crus. Perfeito também.

De verdade esse é um rodízio que vale MUITO a pena, para os que gostam de comida fresca e bem feita. Bom, pelo menos no dia que fomos tudo estava excelente.

#ficadica

:-) Eli

SAPPORO: Rua Manoel Guedes, 499 Itaim Bibi – São Paulo – Tel.: 3071 3149

Restaurante D.O.M. – O melhor mesmo !

Ir ao D.O.M foi uma ótima maneira de fechar o ano de 2010 (um ano muito bom!) e a melhor forma para iniciar 2011 com ótima energia.

 Segundo o ranking da revista inglesa, “Restaurant”, de 2010, o  D.O.M. foi eleito o 18º melhor restaurante do mundo levando o prêmio S. Pellegrino World’s 50 Best Restaurants, sendo o único restaurante da América do Sul a estar nessa lista. 

A lista dos melhores do mundo trouxe o D.O.M pelo quinto ano consecutivo. Em 2006, o restaurante chegou em 50ª; em 2007: 38º lugar;  em 2008: 40ª posição; e em 2009, ficou com o 24º lugar.

Eu não conheço os outros 17 restaurantes que ficaram com posição melhor que o D.O.M., mas posso dizer que, com certeza, o D.O.M. foi o melhor restaurante que já estive (não que eu tenha ido a muitos restaurantes… risos).

 A localização é ótima. Fica nos Jardins, em uma rua sem saída (que segundo um chef que trabalha com o Alex Atala, também será instalada uma padaria em breve – #babadoaindanãopúblico).

O prédio é pequeno, o salão principal é muito bem decorado e mistura sofisticação, com muitos detalhes e objetos com referência brasileira – claro, tudo com muito bom gosto.

No fundo do salão encontra-se uma parte da cozinha, que o cliente pode visitar, uma estante robusta com livros de gastronomia e uma escada que leva para um salão mais reservado (mezanino só com duas mesas).

 

Foi no mezanino reservado que fiquei (ainda bem, pois pude fazer coisas que pessoas elegantes não fazem, como tirar fotos dos pratos e cutucar o prato alheio com menos constrangimento… rs).

Logo que chegamos fomos recebidos pelo simpático garçom Cesar (se não me falha a memória) e por um não tão simpático maitre arrogante (que sempre nos desprezava, através das respostas secas e duras que nos dava… devia pensar: “pobre é fogo, tem que perguntar tudo!”).

Bom, de couvert recebemos pães quentinhos de azeitona, pão de queijo, pasta de alho batida com purê de batata acompanhada de alho caramelizado, coalhada de queijo com azeite de ervas (bem leve) e manteiga aviação. Os pães nos foram servidos incansavelmente, sempre quando o prato de pão ficava vazio.

Enquanto degustávamos o couvert (no meu caso, de forma obsessiva na pasta de alho), escolhemos as opções que provaríamos.

Dentre tantas opções, confesso que foi difícil escolher o que comeríamos e por isso pulamos as entradas para nos “matar” nos pratos principais.

 Escolhemos o seguinte (aqui apresentadas conforme minha preferência):

1) Fettuccine de palmito (massa falsa que apesar de ter o formato de fettuccine, era feita de palmito), servido com camarão e molho de coral (camarão com ótima textura e sabor indescritível. Certeza que foi o camarão mais gostoso que já provei). R$124

 2) Raia na manteiga de garrafa com tomilho limão (no ponto certo, ela tinha uma casquinha fina e douradinha por fora e uma textura macia por dentro com sabor refrescante por conta do tomilho limão), com mandioquinha defumada (puxada na manteiga de garrafa), brócolis e espuma de amendoim R$114

 

3) Filet alto com aligot R$118 – Como não gosto de carne mal passada, pedi para que abrissem a carne e trouxessem ela no ponto. Ela era extremamente macia, tinha um molho de carne bem reduzido, agridoce e caramelizado que lembrava um molho roti (talvez pela referência de ossobuco que senti).

Aeh, o Aligot! Seguinte… Pode parecer a justificativa mais tosca, mas a minha vontade de ir no D.O.M começou com a vontade de comer o Aligot, que vi em uma dessas reportagens por aí.  A apresentação é bonita, porque a finalização acontece na frente da mesa e vemos aquele puxa-puxa dos queijos. Sim, é uma delícia, mas não é tão especial como eu imaginava…  de forma grosseira digo que é um purê de batata muito bem feito com um bom queijo gruyere – que combina muito com o molho reduzido da carne.

4) E por último, pedimos um Confit de pato, com vinho madeira R$118 (que estava suave e com carne bem macia) servido com purê de cará. Gosto tanto quando o simples surpreende e foi isso que aconteceu aqui! O purê de cará tinha uma textura “soft” que trazia uma sensação gostosa quando colocado na boca. Confesso que gostei mais do purê de cará do que do famoso Aligot.

Como se não fossem suficientes os quatro pratos que compartilhamos, provamos algumas sobremesas – que também apresentarei conforme minha preferência: 

 1) Ravióli de limão recheado com banana, com calda de priprioca servido com pudim de leite R$20 – uma sobremesa delicada e que tinha um sabor fantástico. O ravióli de limão era lindo, tinha textura gelatinosa que derretia na boca, era bem refrescante e tinha a acidez do limão que duelava com a banana (que aparecia só um pouco tempo depois, quando a película do ravióli começava a se dissolver na boca). O pudim de leite, o mais gostoso que já comi, tinha consistência firme (ao ponto de ficar no formato de pudim), mas textura macia e lisa (até lembrava meu tão amado crème brûlée).

 2) Espuma de manga, maracujá e baunilha, com sorvete de coco e cristais de gengibre R$19, refrescante, doce na medida certa e com a combinação perfeita entre os ingredientes.

3) Pirâmide de chocolate ao creme de tamarindo R$23. A pirâmide era deliciosa, feita com chocolate meio amargo, recheada com um leve mousse e algo que parecia croutons. Só o creme de tamarindo que não gostei, pois era  azedo de mais para meu paladar. Achei que não combinou.

4) Torta de castanhas do Pará com sorvete de whisky, curry, chocolate, sal, rúcula e pimenta R$24 – lendo assim a combinação pode ser estranha… e era, risos. Na verdade a rúcula era mais parte da decoração e não influenciava o sabor. Achei que o whisky matou os demais ingredientes e a torta de castanhas não chamou minha atenção. Não repetiria esse doce em uma próxima visita.

E como as sobremesas eram pequenas, acabamos pedindo uma a mais:

5) Bolo cremoso de fubá e frescal, com sorvete de leite queimado R$23 – que trazia bolo comum com um sorvete com forte gosto de leite queimado, mas era tão forte que beirava o desagradável. Também passo esse doce para os que quiserem.

Paramos por aí, no que diz respeito a comidas – mas não nos contentamos com a comida e pedimos para ver o chef Alex Atala.

O garçom disse que ele estava no Dalva e Dito (outro restaurante do Atala, que fica na rua ao lado), mas disse que tentaria chama-lo.

Ah, ficou por isso mesmo.. Achamos que era papo do garçom e que o Atala não viria, claro – mas quando estávamos fechando a conta, fomos surpreendidos pela sua presença, sua simplicidade e sua enorme simpatia. Ele nos levou na cozinha, nos apresentou seu espaço de trabalho e ainda tirou fotos conosco (hahaha ! momento mico da tietagem).

Sabe, jamais imaginei alguém tão simples e atencioso (na minha cabeça rola um preconceito… sempre imagino pessoas importantes e famosas, como pessoas toscas – ainda bem que isso não é regra)

E foi aí que caiu a ficha. Estar entre os 20 melhores do mundo não é só ter a melhor comida. Ser um dos 20 melhores do mundo é complexo, envolve a combinação de  um lugar bom para visitar – em que as pessoas se sintam bem, que possam apreciar uma comida que surpreenda, que tenha pratos com apresentação impecável, com atendimento atencioso e primoroso.

É…  acho que nesse post deu para mostrar um pouquinho que o D.O.M cobre, muito bem, estes quesitos e que merece estar onde está.

:-) Eli (ensaiando uma próxima visita)

Batatas diferentes, o retorno

Já comentei sobre a diversidade das Lays por aqui. Apresentei as Lays de Limão, da de Pepino, Blue Berry, Lichia, Chá de limão – e hoje trago outros sabores (que não são novos, mas que recém conheci):

Numb Spice Hot Pot (em uma tradução “porca”, algo como entorpecente apimentado pote quente)

Hot & Sour Fish Soup (Sopa de peixe quente e azeda).

 American Filet Mignon (talvez a única que agradaria os brasileiros)

French Chicken (galinha)

 Não sei se sabem, mas a culinária chinesa é caracterizada por ter pimenta em quase todas suas receitas tradicionais, talvez por esse motivo tenham também criado estas Lays apimentadas (Spice Hot pot e Hot & Sour fish soup).

 Eu não ousei experimentá-las porque tudo que eles mencionam que tem pimenta, tem MUITA pimenta mesmo, imagine então essas batatas que no rótulo apresentam três pimentas desenhadas.  Risos

Embora eu não curta, acho que essas versões devem fazer sucesso, isso porque é mais fácil encontrá-las do que encontrar as Lays originais (parecidas com as que vem do Brasil).

 As outras também não experimentei, foram fotos que peguei na internet – mas não parecem ser muito boas, ou você acha que salgadinho de peixe é bom?

;-) Cy

Ki Mukeka – Salvador

Outra lembrança incrível que vou levar de Salvador é a Moqueca de camarão que comi no Ki Mukeka.

Eita moqueca saborosa e caprichada ! Nada nela era exagerado. Realmente havia um equilíbrio entre o leite de coco, dendê, tomates e outros temperos.

Outra coisa que achei incrível foram os camarões, fartos e TODOS limpos! Sem pele e sem aquela “tripa/intestino nojentos” que vem nas costas e embaixo dos camarões, sabe? A sensação foi de comer uma moqueca feita por alguma bahiana que teve o mesmo capricho que minha mãe tem (sim! Minha mãe limpa todos os camarões, um por um).

A moqueca vinha acompanhada de feijão fradinho, farofa e arroz. A pimenta, como em todos os pratos vem a parte e algumas gotinhas dela deixavam o prato perfeito.

Mas o complemento que mais me agradou no restaurante foi a vista que tínhamos. O restaurante fica em frente à praia de Itapuã e essa era nossa vista. Perfeita, não?

 

Ki Mokeka de Itapuã:  Rua Vento Sul s/n, Farol de Itapuã, Salvador, Bahia. (71) 3374 2147

:-) Eli

Passeio pela gastronomia Bahiana

A Bahia é uma região extremamente rica, no Brasil, seja pelas belezas naturais, culturais, históricas e claro, gastronômicas.

A escolha pela Bahia foi óbvia, no meu caso, a capoeira me chamou para Salvador. Pena que de capoeira nada vi por lá (mas isso não vem ao caso neste blog).

Por outro lado pude conhecer um pouco da cidade de Salvador, da praia do Forte onde fui também ao projeto Tamar e a paradisíaca Morro de São Paulo.

Como é de praxe, eu e meu namorado fomos atrás das comidas regionais e nessa visita tivemos oportunidade de degustar deliciosas moquecas, pratos diferentes e receitas não tão saborosas assim.

Na verdade comi muitas coisas e a maioria nem sei o que era, só sei se gostei ou não e é assim que as classificarei aqui.

Em uma outra oportunidade coloco a descrição de cada, que procurarei com mais calma. Vamos lá para os pratos provados:

Rabada :-)

Pirão :-)

Língua de ensopado :-(

Feijão de leite (feijão doce) :-(

Vatapá :-)

Feijão fradinho :-)

Xinxim de galinha :-(

Caruru :-)

Abará :-(

Paçoca de carne (farofa com carne seca) :-)

Quiabada :-)

Maxixada :-(

Cozido de carne (carne de panela) :-)

Feijão de tropero :-)

Peixe a baiana (moqueca sem dende) :-)

Arroz de marisco :-)

Moqueca de peixe :-)

Moqueca de camarão :-)

Moqueca de ovos :-)

Moqueca de mexilhões :-(

Moqueca de ostra :-(

Moqueca de caranguejo :-)

Moqueca de sururu :-)

Moqueca de sarnambi :-)

Moqueca de fato :-(

Moqueca de siri :-)

Moqueca de arraia :-) (deu dó de comer, mas a carne é extremamente macia e sem espinho)

Sim. Comemos tudo isso, mas porque encontramos o restaurante do Senac, no qual alunos de gastronomia cozinham pratos típicos da culinária Bahiana e que por uma taxa de R$32,00 podíamos comer a vontade.

Valeu a pena, principalmente porque agora eu sei quais pratos vou querer repetir e quais não passarei muito perto na minha próxima visita.

Senac: Largo do Pelourinho, 13 – Salvador – BA, 40026-280‎ – (0xx)71 3324-4552‎

:-) Eli

Shimo e sua proposta nipo-peruana

Recentemente fui ao Shimo, restaurante que tem a proposta de mesclar a culinária Japonesa e Peruana em suas criações.

O restaurante é bacanudo, tem decoração moderna e fica no lotado bairro Itaim-Bibi, em São Paulo.

O atendimento é muito ruim (lento), com garçons que não curtem explicar os pratos e que te dão uma ficha (comanda) para você mesma anotar seus pedidos.

A comida? A comida é boa sim. Embora não tenha me lembrado muito os pratos que comi no Peru, o restaurante apresenta sabores ricos, complexos e muito saborosos.

São várias opções no cardápio, mas decidimos ir de festival para que pudéssemos conhecer, de forma mais abrangente, o restaurante.

Boa pedida, porque todos os pratos que comemos estavam bem saborosos.

No rodízio (R$60 por pessoa) provamos:

Purê de batata com coração de frango empanado

Tiradito: fatias de salmão cru com molho de manga

Frango empanado crocante com molho tártaro

Shimeji e Shitake na manteiga

Guioza de rabada

Cebiche

Filé mignon com molho de ameixa

E um combinado de sushi

As sobremesas também estavam deliciosas:

Eu pedi um sagu de coco com sorvete de coco e meu namorado pediu uma compota de maça que vinha com um “crumble” e sorvete de creme.

Um bom restaurante para os que gostam de sair dos sabores convencionais e não ligam para o atendimento.

:-) Eli

End.: Rua Jerônimo da Veiga, 74 – Tel.: 3167 2222

Ad Chef com Flavio Nakamura

Semana passada, participei de mais um workshop gourmet: o Ad Chef, que aconteceu no Atelier Gourmand, em Sampa.

O evento foi liderado pelo simpático chef Flavio Miyamura e e pelo seu sub-chef Chico, do delicioso Eñe – que conheci ano passado.

Aprendemos três pratos, sendo que o prato principal, nós também preparamos.

Primeiro ele nos ensinou a fazer a fazer um Gazpacho, que compartilharei a receita aqui em breve.

O prato principal foi um Fettuccini com frutos do mar e azeite de ervas (receita a seguir).

E para a sobremesa, nos ensinou a preparar um Mix de frutas com zabaione de mel e alecrim.

O evento foi muito bacana.  A organização estava ótima,  o chef nos deu muitas dicas, e na hora que nos dividimos entre os 12 fogões, para colocar a mão na massa, nos divertimos bastante.

INGREDIENTES DO FETUCCINI

250g de fettuccine fresco

250g de lula média limpa e cortada em rodelas

6 vieiras médias

6 camarões médios limpos

6 vôngoles grandes com concha

100g de tomate cereja

100g de mini abobrinha

200 ml de azeite de oliva

1 maço pequeno de alecrim

1 maço pequeno de dill

1 maço pequeno de tomilho limão

1 maço pequeno de manjericão

3 colheres de sopa de manteiga

MODO DE PREPARO

1) Azeite de ervas

Tire as ervas do talo, pique-as e misture-as a 150ml de azeite. Deixe em infusão.

2) Massa

Em bastante água fervente, acrescente o macarrão e cozinhe até ficar al dente. Coloque o macarrão somente quando o molho estiver quase pronto

3) Molho

Em uma frigideira grande, sele o camarão já temperado com sal e pimenta do reino. Reserve.

Faça o mesmo com as vieiras e reserve.

Sele também as abobrinhas cortadas na horizontal e também reserve.

Adicione os vongoles e cozinhe até abrir as conchas e soltar a água. Esta água vai deglaçar a frigideira. Neste ponto adicione a lula, os camarões, as vieiras, os tomates cerejas cortados pela metade e as abobrinhas. Deixe cozinhar tudo por poucos minutos para a lula não ficar dura e borrachuda. O tempo certo é só a lula ficar mais branquinha.

Retire do fogo e ainda na frigideira junte a massa três colheres de manteiga e o azeite de ervas. Misture tudo e sirva imediatamente.

Humm ! Deu até água na boca rever este prato. Estava uma delícia!

É claro, como podem ver tem até uma complexidade média, por reunir vários ingredientes, mas com mesan place preparado pela organização, a preparação foi bem fácil.

Aos organizadores do evento, ao chef Flavio e ao chef Chico – meu agradecimento por esta interessante experiência.

Fotos: Rafael Vaz

:-)  Eli

“Nova Iorqui” é em Ilha Bela

Quando fomos para a Ilha Bela descobrimos o restaurante Nova Iorqui – um lugar excelente para comer pelos motivos abaixo:

- Linda vista pois fica em cima de um penhasco beirando o oceano (vale a pena ir almoçar mais tarde para ver o por do sol)

- Além da vista tem uma ótima brisa

- A comida é bem gostosa

- Os pratos são fartos (não agüentamos comer nem metade da entrada e do prato principal que pedimos para dividirmos entre duas pessoas. Daria para dividir em quatro pessoas tranquilamente)

- E tem ótimo preço (entrada + prato principal + bebida, gastamos menos que R$80 e como disse, daria para dividir por quatro pessoas)

Bom, para entrada pedimos uma lula à dorê para petiscar curtindo a vista e a brisa do mar

 

E para prato principal pedimos um robalo com molho de camarão.

O único inconveniente do restaurante são os borrachudos (presentes na Ilha toda mas mais presente ainda neste restaurante porque ele fica do lado da reserva florestal).

Mas mesmo com eles, dá para aproveitar bem. É só se lambuzar de óleo de citronela para curtir a brisa, a vista e a comida.

End: Av. Governador Mario Covas, 18.322 – Porto dos Frades, Ilha Bela – SP. Tel.: (12) 3894 1833 / 1565

:-) Eli

Panelinha de bacalhau, chef Cristiano Xavier

A Whirlpool, mais uma vez, esteve presente na Casa Cor com o espaço B.Gourmet.

O B Gourmet é um espaço todo decorado com produtos da marca Brastemp, que ministra, também, aulas legais com chefs do mercado.

Pensando no lado do mkt, a iniciativa é bacana, pois faz com que as pessoas tenham contato com produtos da Whirlpool através destas aulas. Eu por exemplo fiquei apaixonada por um liquidificador, um depurador e um mixer da Kitchen Aid, que quase não faziam barulho (muito diferente dos aparelhos que tenho em casa).

Já para nós consumidores, fica a vivência interessante da aula. A experiência de ver pratos sendo preparados ali na nossa frente, o aprendizado, a interação com o chef e com pessoas que compartilham o mesmo interesse por cozinhar e comer.

Pontos de melhoria sempre existem e neste caso seria em relação à visibilidade do preparo. Como são aulas com até 30 pessoas, quem está longe do fogão, não consegue enxergar o preparo. Se tivesse um espelho inclinado, em cima da bancada de preparação, todos que estão longe veriam o que o chef está fazendo. Ou seja, se você for assistir uma das aulas, corra e grude no balcão.

Pela primeira vez, consegui me inscrever para alguma aula (pois as aulas são bem concorridas). A primeira aula que fiz foi com o Chef Cristiano Xavier do Restaurante Praça São Lourenço.

Ele fez uma Panelinha de Bacalhau com damasco e batatas ao creme com dill.

Uma opção gostosa e alternativa para aquele bacalhau que você quer preparar para um encontro com amigos, por exemplo.

Vamos lá para a receita.

1. Em uma frigideira, aqueça azeite e doure 2 cebolas, em rodelas finas. Deixe-as até ficarem transparentes (reserve)

2. Caso compre bacalhau ainda salgado, tire o sal (“dessalgue – geralmente isso leva mais de 24 horas”) e faça o confit de bacalhau da seguinte forma:

Enxugue as postas de bacalhau e coloque-as em uma panela funda e grossa, com alho esmagado, folha de louro, tomilho e alecrim. Cubra as postas com bastante azeite e leve ao fogo BEM baixo. Deixe no fogo sem ferver para não ressecar. O bacalhau ficará neste azeite, morno, por cerca de 4 horas ou até você conseguir soltar lascas das postas (reserve).

3. Em uma panela funda, cozinhe 500gr de MINI batatinhas descascadas com 400ml de leite, 400ml de creme de leite fresco, 1 folha de louro, noz moscada a gosto, 1 gr de tomilho desfolhado (picado), 1 gr de dill desfolhado (picado) e sal com pimenta do reino, a gosto. (reserve).

4. Asse pães velhos e esmague-os até virarem uma farofa grosseira. Unte uma frigideira com azeite e coloque esta farofa. Aqueça, mexendo até que perceba que toda a farofa está úmida pelo azeite (reserve).

5. Montando uma panelinha:

10gr de farofa de pão e parmesão para untar

10ml de azeite para untar o refratário

150gr de batata ao creme com dill

100gr de cebola dourada no azeite

120gr de bacalhau confitado (em lasca)

20gr Damasco laminado

Unte o refratário com o azeite (pode ser o azeite do confit de bacalhau) e com 5gr da farofa de pão. Forre o fundo da cumbuca com 75gr de batata, intercalando cebola, bacalhau e damasco. Cubra com o restante da batata. Regue com o creme com dill, pulverize o restante da farofa de pão, com o parmesão e gratine.

Humm ! Delicioso. Palmas para o chef Cristiano Xavier.

:-) Eli

Quem é o mestre? Chi Fu!* por Cylon Liaw

*mestre em chinês tem a mesma pronúncia que Chi Fu, porém com outra escrita, além desta pergunta ter sido popularizada pelo vilão Sho’nuff, no filme “O Último Dragão”.

Antes de começar a escrever sobre a lenda da culinária chinesa (vulgo Chi Fu), a pedido da absoluta Elizão, agradeço a oportunidade de representar a cultura chinesa num espaço democrático dedicado à arte da gastronomia.

Pois bem, iniciei minha pesquisa por referências sobre a culinária chinesa em SP, em especial os cardápios da Lig-Lig, China in Box e China House. Explico: alguns paulistanos são ocupados ou cômodos demais para sair do conforto de suas casas e visitar um típico restaurante chinês, então resolvi investigar o que estes comensais entendem por “gostar de comida chinesa”.

Para o meu espanto, além dos “tradicionais” yakissobas e do trio carne/frango/peixe com as mesmas combinações de molhos, deparei-me com algumas aberrações: Rolinho de Queijo (desde quando levaram o provolone pro Oriente?), Rolinho de Pizza (naturalmente os chineses curtem uma rodela meia Aliche e meia Frango com Catupiry®…) e Carne com batata imperial (nome espetacular para batata frita) como especialidades.  O pior de todos foi o China Kids oferecido pela China House: kit composto por 6 nuggets de frango, 8 mini rolinhos de provolone, 2 mini bananas carameladas e um suco Kapo®. Que diabos é isso? Além de ser um “Kit Entope Artérias”, nossas crianças estão sendo enganadas desde cedo…

Vamos fazer um teste: pronuncie despropositadamente o nome Chi Fu para alguns colegas e veja a reação destes. Certamente haverá um buxixo de proporções inesperadas, com relatos de experiências boas e ruins, gargalhadas e um desejo uníssono: quando iremos? A lenda sobre este digno representante da culinária chinesa perdura por mais de uma década puramente pelo boca-a-boca. Mas o que torna o Chi Fu a menina dos olhos cerrados na capital brasileira da gastronomia?

Cliente assíduo desde sua existência (quando ainda existiam 2 casas), posso relatar que o Chi Fu é fruto do trabalho ininterrupto de 2 casais e seu batalhão de funcionários, os quais mal falavam português, fato que gerava inúmeras experiências engraçadas com os ocidentais aventureiros. Esse adjetivo é bem propício pois o ambiente era dominado pela comunidade chinesa, mas que foi paulatinamente conquistando o paladar do paulistano, evoluindo do trivial yakissoba ao requintado pato de Pequim e ostras ao vapor, entre outros.

Sem querer, até na mídia o Chi Fu ganhou notoriedade: fora fechado pela Vigilância Sanitária. Engraçado saber que os antigos clientes nem se abalaram com a notícia pois já estavam habituados a ver sacos de lixo circulando pelos salões, cozinheiros fumando, garçonetes com bebês nas costas, tigelas besuntadas, sem contar os aquários opacos onde as tilápias suplicavam pelo abate. Por falar em garçonetes, isso merecia um capítulo a parte. Sorriso na cara e atendimento cordial? HELLOOOO!!! Pedir uma Coca a mais durante a refeição? Era uma boa oportunidade pra aprender um palavrão em chinês… só faltava elas sentarem na mesa pra pegar o pedido. Peraí, isso já me ocorreu…

Mas você deve pensar: atendimento ruim, ambiente imundo… pelo amor de Deus, existe algo que preste nesse lugar? A comida e o preço, meu caro comensal. Hoje situado em plena Praça Carlos Gomes, é impossível ignorar o cintilar que emana das paredes douradas deste colosso. O franzino chinês, que em outrora ocupava 2 singelas casas, cresceu e se instalou num prédio comprado e reformado com o suor de anos sem descanso. Ainda lembro da 1ª vez em que almocei nas novas instalações: ar-condicionado, elevador, banheiros limpos, cardápio português-chinês (ainda com erros ortográficos), garçonetes uniformizadas e rindo… UEPA! Rindo e ainda arranhando um português?

Quem acompanha a história deste restaurante entende a minha perplexidade ao deparar com fatos considerados comuns a um restaurante. Mas não ao Chi Fu. Seu mérito está na adaptação aos padrões ocidentais, o que trouxe mais clientela ávida pela culinária chinesa, mas sem se render ao gosto brasileiro, no que diz respeito aos temperos e culturas locais. Mas algumas atitudes ainda me remetem às origens deste prodígio: pessoas totalmente desconhecidas aglutinadas pelas garçonetes numa mesma mesa, a convidativa melancia “Say Goodbye”, o detergente nos banheiros, a ausência do “Visite nossa cozinha”… às vezes me pego pensando que antigamente a experiência de levar os amigos pro Chi Fu era como levá-los ao circo. Deliciosa e muito engraçada.

E cadê a comida? Ei-la, devidamente recomendada entre as mais de 200 opções disponíveis:

- Ostras ao vapor

- Peixe ao molho de soja

- Rã frita

- Pato assado

- Costela de porco ao molho agridoce

- a “Say Goodbye” melancia sempre doce

O preço dessa orgia gastronômica: juro que sai menos de 25 reais. E não vale pagar com cartão e muito menos cheque porque não aceitam! Vale a pena ir com a galera, já que as porções são fartas e o custo cai inversamente proporcional ao aumento no número de bocas. É sempre uma divertida experiência volta ao Chi Fu para provar novas modas de peixe, arriscar uma enguia, deliciar-se com camarões graúdos… a única coisa que não me recomendaram foi bexiga de peixe, acho que por razões óbvias hahaha

Curiosidade: reza a lenda que a origem sobre o nome Chi Fu surgiu na ocasião da formulação de seu letreiro. Sendo um restaurante com frutos do mar como especialidade, o dono teria dito Sea food, porém sua pronúncia carregada e de difícil compreensão supostamente direcionou para o atual Chi Fu, de mesma sonoridade e bem mais próxima à língua chinesa, mesmo não tendo significado algum. Mesmo que folclórico, de extrema criatividade e possivelmente inventada, bem que eu gostaria que a lenda fosse verdade hehehe

Endereço: Praça Carlos Gomes 200, Liberdade – São Paulo/SP – (11)3112-1698

Abre todos os dias, das 11h às 16h e das 18h às 22h.

PS: Como mencionado ao longo do texto, NÃO ACEITAM CARTÕES

POR CYLON LIAW

Japa para japa: Sukiyaki House.

Geralmente restaurantes japoneses para brasileiros são bem diferentes dos restaurantes japoneses para japoneses.

Nos restaurantes japas para brasileiros a decoração é clara, bonita, geralmente em preto e vermelho e ficam em bairros nobres (jardins, Moema, Vila Olímpia, etc). Já os pratos, levam ingredientes diferentes (inexistentes na cozinha japonesa, tipo: cream cheese, banana, tomate seco, etc) e os nomes dos pratos são criativos e as vezes até em inglês.

Já nos restaurantes japas para japas, daqueles antigos e tradicionais em que o dono é geralmente é japa: não há decoração ou a decoração é feia ou brega. Ficam em bairros freqüentados por japas ou que moram muitos japas (Liberdade, Jardim da Saúde, Carrão, etc). Os pratos não levam ingredientes modernos ou brasileiros e não podem ser alterados – ou é aquilo ou é aquilo. Ah os nomes são em japonês sem tradução.

Gosto dos dois tipos de restaurante, mas é óbvio que prefiro a segunda opção.

Tenho vários exemplos de restaurantes deste tipo, que freqüento desde criança com minha família. Aos poucos vou soltando as dicas por aqui – mas por ter ido recentemente, começarei pelo SUKIYAKI HOUSE.

Primeiro que o Sukiyaki House fica em um prédio, na Rua da Glória, que só tem restaurante japa. Todos os japas conhecem este prédio feio e velho porque lá ficam ótimos restaurantes tradicionais japoneses como o Sushi Issao e o Udon também.

O Sukiyaki House é sempre cheio, principalmente em noites de frio, porque servem um ótimo Sukiyaki.

Embora Sukiyaki seja o carro chefe da casa, meu prato preferido lá é o Yakizakana R$25,00 (Anchova grelhada) e o Tonkatsu R$22,00(lombo a milanesa).

Para mim, não existe Yakizakana melhor do que daqui. Ele é bem temperado, suculento e com a casca do peixe (algo que eu geralmente não como) bem salgadinha e crocante. Como estou acostumada com o peixe daqui, sempre quando como Yakizakana de algum outro lugar acho algum defeito: ou o peixe é seco demais, ou a casca é mole, ou vem sem tempero.

O Tonkatsu é na mesma linha: temperado, suculento e sequinho. Muitos acham o Tonkatsu do Aji-Sai melhor (outro restaurante tradicional) – mas eu que não gosto de coisas fritas em banha de porco, prefiro este do Sukiyaki House.

Para os que não ligam para a decoração do lugar e vão em busca de um prato gostoso e em conta. Este é um bom lugar.

PS: Peça Yakizakana de rabo – porque vem mais peixe do que a parte da cabeça. (Meu pai que me ensinou).

End.: Rua da Glória, 111 – sala 13. – Liberdade – SP – (11)3106 4067

Não abrem de quarta-feira e nem 1 domingo por mês. Fecham as 22h na semana e 22h30 aos finais de semana.

Atum com “gosto” de carne vermelha

Há alguns anos atrás experimentei uma receita, com atum, feita pelo meu cunhado Marcelo Malta, que amei !

Esta semana, decidi faze-la para minha família. É uma espécie de “medalhão” de atum frito com molho demi glacê.

O preparo é +/- fácil. Você enrola “toletes” de atum, com bacon (prendendo o bacon com palitos de dente). Frita o atum em azeite e depois serve com molho demi glace.

Fica uma delícia porque o atum fica suave, suculento e macio. O bacon que vai em volta do atum passa a essência defumada para o peixe e o demis glacê traz um perfil de carne para prato. É um mix especial de sabores.

PS: É obvio que não fui eu quem fiz o molho demi glacê. Usei um industrial (daqueles que é só colocar na água e cozinhar –  conheço o da Nestlé e da Ajinomoto para comprar. Ambos são ótimos, mas só se acha em empórios e em lugares que vendem ingredientes para Food Service ), mas se não achar e quiser fazer em casa, há diversas receitas na net, como essa da Ana Maria.

Receita do Marcelo Malta

:-) Eli

Vai um peixe ou uma rã bem frescos? !

   Os supermercados de Hong Kong vendem peixes fresquinhos. Fresquinhos mesmo, pois os peixes são encontrados ainda vivos, na “gôndola” do supermercado.

   Para quem gosta de rãs fresquinhas – também não é problema!!! rs

Mas eu não consigo pedir para que matem um peixe, só para eu comer. Assim, parece mais cruel do que compra-los mortos, não acham?

;-) Cy