Arquivos da Categoria: França

França: Saint Denis – Stade de France (sim. onde o Brasil perdeu em 98)

Meu marido é fã de futebol. Fã daqueles que me faz visitar estádios em todos os lugares que vamos (já fomos no La bombonera (Argentina), Nacional (Argentina), Kyocera (Curitiba), o do Uruguay, Wembley (Inglaterra), no da Espanha, no Pacaembu, no Palestra Italia… e até no Javari (estádio do Juventos que fica no bairro da Mooca – SP).

Obviamente que na França, ele me arrastou para a cidade de Saint Denis – Stade de France (segundo ele, o estádio que ele achava mais lindo de todos, mesmo tendo sido palco da derrota do Brasil na copa de 1998).

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Eu acho que os estádios são muito parecidos (gramado, gol, arquibancada, placar…) mas mesmo assim esse me surpreendeu pela estrutura, pelos números:

- capacidade: 80 mil pessoas sentadas

- segurança: 80 mil pessoas conseguem evacuar o estádio inteiro em 7 minutos (testado)

- staff-equipe envolvida: 5.000 pessoas, no mínimo, trabalham no estádio quando há eventos

- flexibilidade: ele tem um sistema que recua a platéia para ampliar a area do gramado (para shows, pista de corrida, pista de esportes de inverno, piscina, pista de corrida de carro)

– comida (afinal, o blog é sobre comida e não sobre futebol). Há diversas lanchonetes no estádio e os boxes em volta do estádio possuem serviço de restaurante. (os boxes podem ser alugados por cerca de 10 mil euros para dois anos e a comida é paga a parte, não está dentro desse fee)

Quem não quer ter um box, pode também comer no restaurante do estádio. De segunda a segunda (em datas sem eventos), o restaurante oferece pratos a partir de 30 euros. Comida boa com vista para um estádio bacana.

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Não é algo que quero voltar, mas valeu.
:-) ELi

A baguete mais saborosa que já experimentei

Versalles, Versalles (suspiros).

Grito em alto e bom tom: Se for para Paris, reserve um dia (pelo menos) para conhecer o palácio, o jardim de luxemburgo e Darras (doceria). Não se arrependerá. Garanto.

O palácio é super visitado, mas poucos acabam conhecendo a cidade ( lado oposto ao caminho do palácio onde as ruas são calmas e frequentadas basicamente por pessoas locais).

A cidade é minuscula, no centro, há ruas bem apertadinhas, que abrigam um mercadão, lojas com vitrines charmosas e dezenas de cafés e restaurantes fofos.

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Neste dia, nosso achado foi a boulangerie-pateserrie-chocolatier, chamada Darras. Encontramos pela linda e convidativa vitrine, que expunha macarrons, chocolates e doces delicados com ótima aparência (entre nesse site pra entender o que estou falando).

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Nela compramos macarrons (o de chocolate era maravilhoso, parecia que vinha com mousse de chocolate meio amargo dentro), croissants frescos, chocolate Valhorna (o melhor dos melhores, na minha opinião) e a melhor baguete que comemos na França (macia, fresca, com casquinha crocante…).

Tudo MA-RA-VI-LHO-SO!

Pra completar a experiência foi simples. Voltamos ao mercadão, compramos alguns queijos, uma geléia, um vinho e voilá, lá estavamos fazendo picnic novamente.
:-) ELi

Paris – Louvre: comida de francês

O Louvre é o maior museu do mundo e andar por ele, o dia todo, nos deixa famintos.

Após nossa rica mas exaustiva visita, sentamos no primeiro restaurante que vimos (logo do outro lado do museu).

O restaurante era mais freqüentado por executivos franceses que por ali trabalhavam, o que nos deu uma boa impressão e contribuiu para nossa escolha (gostamos de restaurantes com pessoas locais).

Observei o prato dos franceses, ao meu redor, e pedi como eles:  Poulet sauce basquaise avec riz (frango com molho de tomate e arroz – 18 euros). O molho era de tomate natural, continha um sabor de ervas bem equilibrado. O frango? O frango deixava a desejar por  falta de tempero -parecia cozido em agua com sal. Mesmo não sendo um prato surpreendente, pra mim, valeu  por ter arroz (como sinto falta de arroz no exterior).

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O meu marido foi de Bouf sauce au bleu, frites e salada (um bife com molho de queijo, servido com fritas). O molho era bastante forte, mas combinava perfeitamente com a carne (20 euros).

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Na pressa, não anotamos o nome do restaurante mas creio que por ser uma região boa, muitos dos restaurantes por ali devem ser bons.

:-) Eli

Gastando pouco em Paris

Se você tem dinheiro, há centenas de ótimas opções em Paris. Ótimo para você!

Se não tem, como eu, há dezenas de opções para comer bem e gastar pouco também.

Uma delas já mencionei aqui: pic-nic (leia)

Outra opção é evitar bairros e restaurantes turísticos.

Ou então, procurar locais com grande concentração de restaurantes como a rua de La Huchetta (no bairro St Miche, lado oposto da igreja Notre Dame).

A rua a é curta, estreita. Cheia de restaurantes, bares e lojas de souvenirs.

Comer em Paris

Os restaurantes são variados e étnicos. Tem os:
- Gregos: daqueles que se joga pratos no chão pra dizer que a comida está boa e que oferecem espetos de frutos do mar (por 20 euros);
- Italianos: com pizzas rústicas (por 7 euros) ou massas por (10 euros)
- Arabes: com seus kebabs+fritas (por 8 euros)
- Suiços com foundes
- Gelaterias italianas.

Com preço acessível e grande variedade, é sempre uma opção quando quero economizar em Paris.

PS: Os melhores preços de souvenirs são encontrados aqui e perto do centro Pompedieu.

:-) Eli

Paris: biscoitos e caramelos delicados

Aos que gostam de biscoitos, sugiro, em Paris, a La Cure Gormande (clique aqui), uma loja perto do metro Anvers (bairro da lindíssima igreja Sacre Crer), que oferece biscoitos amanteigados puros e recheados.

Escolhi uma variedade deles e um dos que mais gostei foi o com recheio de chocolate.

Alem de biscoitos, a loja também é especializada em caramelos (balas, pirulitos) todos coloridos e com ótima apresentação.

Se não gostar de doces, então visite a loja para se sentir como naquelas lojas de doces que aparecem em filmes antigos.

Infelizmente as fotos estavam no celular que foi roubado.

:-) Eli

O melhor macarron do mundo (ou de Paris)

Só se descobre Paris, andando.

Em uma dessas andanças descobri a casa Franc Kestenera (clique aqui), que se tornou minha casa preferida para comprar macarrons.
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Na Franc, são vendidos chocolates finos e dezenas de macarrons diferentes.
Da última vez que estive por lá pedi de: baunilha com flor de sal, pistache com nozes, chocolate com menta, queijo, morango com pimenta, além dos tradicionais (€1,50 cada).

Sério. Todos macarrons são deliciosos, com massa leve e são recheados com uma espécie de geléia fresca, refrigerada e aerada. Hummm! Divino.
Frank

O meu favorito? Morango (doce na medida certa) recheado com morangos naturais e leve pimenta.
O de queijo tambem me agradou. Alem de ser suave, tinha um recheio citrico que combinava com a acidez do queijo.

Franc Kestenera ( rua Gay Lussac, 7 perto do Jardim de Luxemburg). Não deixe de conhecer.

:-) Eli

Robin de bois

Recentemente fomos ao Robin des bouis. Restaurante francês com menu descomplicado, em Pinheiros, SP.

O restaurante tem dois salões, o do fundo mais acolhedor e o da frente com estilo de pub, decorado com itens retros e posters franceses.

A escolha teve um fundo emocional, já que pedimos batatas rústicas com ervas para tentar matar a saudade de Paris, vinho e queijos.

Como prato principal, aceitamos as sugestões do garçom:

Eu fui de um delicioso risotto de camarão com queijo mascarpone (R$49), leve e bem suave, junto de um vinho branco.

Enquanto meu marido pediu medaillons dijon com risotto de shitake e shineji (R$49) até mais saboroso que o meu prato junto de um vinho tinto que nos pareceu um pouco fora do ponto.

Como sobremesa pedi um delicioso Tarte Tatin (R$18), torta de maçã pouco doce que combinou perfeitamente com o sorvete de canela

E meu marido pediu um crepe de chocolate servido com um sorvete de paçoca (R$21) que também estava ótimo.

Mas se você tem vontade de ousar mais nas escolhas, pode optar por outras opções de peixes e carnes que o menu oferece.

Certamente voltaremos pois achamos que além de um ambiente agradável, tem comida boa e preço justo.

Robin de Bois
R. Capote Valente, 86
Pinheiros – São Paulo
(11) 3063-2795
www.robindesbois.com.br

“Bagette” Francesa

No Brasil temos a vigilância sanitária para pegar no pé dos estabelecimentos alimentícios a manterem-se na linha (pelo menos onde os clientes podem ver), mas mais que isso nós brasileiros temos esse lance de: “pobre mas limpinho”.

Somos limpos, lavamos a mão quando vamos ao banheiro, tomamos banhos diários (muitas vezes mais do que um por dia) e buscamos não tocar nos alimentos.

No Japão eu sei que eles também são paranóicos pela higiene. O caixa usa luvas para não tocar em dinheiro, eles usam máscaras para não passar doença para outras pessoas e não entram com sapatos que usam na rua, dentro de casa (chega até ser exagerado), mas nem todos os lugares são como o Brasil e o Japão.

Lá fora, na Europa por exemplo, é bem diferente e hoje resolvi falar sobre os franceses.

Dizem que francês não toma banho e por isso produzem os melhores perfumes (acho bem provável, porque os odores no verão… affff!).

Uma coisa que me choca, quando vou para a França, é a manipulação de alimentos, principalmente da famosa baguete francesa.

Não há a preocupação em não tocar (com a mão suja) na baguete. Com a mesma mão que se coça a cabeça, pega o dinheiro, eles pegam a baguete (e sem proteção, pinça ou qualquer outra coisa que evitaria a contaminação).

E em todos os lugares que comprei a baguete, percebi que eles não a protegem  como fazemos. Em alguns lugares eles colocam em saquinhos minusculos (que só servem para cobrir uma das pontas do pão) e em outros eles passam uma pequena folha de papel, no meio da baguete (deixando suas ponta, e o restante do almento, descobertos).

Uma vez que os franceses recebem os pães, assim, sem proteção, eles também o transportam sem proteção, levando-os em sacolas, mochilas, embaixo das axilas, na cesta da bicicleta, em cima do banco do metrô (lugar “limpíssimo”) …

De verdade achei bastante nojento isso, mas talvez essa seja uma das magias da baguete francesa e um dos motivos pelo qual saborear uma baguete francesa, quentinha, fresquinha e sujinha, seja tão gostoso.

Como prova de que os franceses carregam as baguetes de formas inusitadas, achei esse desenho na net que ilustra algumas dessas situações (embora eu nunca tenha visto essas capinhas na rua).

:-) Eli

Sinto falta desse Mc Donalds

Raramente vou ao Mc Donalds do Brasil. Porque só gosto de coisas naturebas?  Só gosto de lanchonetes caras??? Não! Nada disso.

Adoro lanches. Não sou nada fresca (tanto que só vou ao Mc para comer os lanches de promoção). E tampouco só gosto de coisas naturebas.

Acontece que acho que o Mc daqui não tem sabor. Prefiro lanches de qualquer padoca do que aqueles hamburguers sem gosto e aquelas batatas de plástico.

Lá fora é diferente. O Mc esteve presente em vários dos meus dias, principalmente na França e na Espanha, principalmente por estes dois itens abaixo:

Wrap de frango (crocante, suculento e temperado - não como o frango sem gosto, vendido aqui) e batatas fritas francesas (daquelas que são BEM crocantes por fora, macias por dentro e ainda com um tempero levemente picante e bastante saboroso).

Deveríamos brigar para ter essas opções no Brasil.

:-) Eli

Pique-nique ou farofada?

A verdade é que no Brasil, se levamos um lanche para a praça, praia ou parque e alí comermos… nos classificam como farofeiros.

Já lá fora, se fazemos isso (como todos os europeus fazem), o povo fala… nossa, que chique, estão fazendo pique-nique na Europa. rs

Farofada ou Pique-Nique, digo que adoro essa prática.

Não tem nada mais barato e mais gostoso do que preparar o lanche (da forma que você gosta) e leva-lo para aquela fome que dá no meio do passeio. Não é?

No nosso caso optamos por fazer pique-nique na Espanha e na França, por três motivos: escolhemos hotéis baratos que não ofereciam café da manhã, comprar coisas no mercado sai bem mais barato do que tomar café da manhã na rua e escolher o que iríamos comer nos dá muito prazer.

Assim eram nossos dias: todas as manhãs passávamos no mercado em busca de nosso brunch.

Sagradamente comprávamos: baguete, croissant, geléia, queijo, iogurte, frutas e vinho. E algumas proteínas, que na sua maioria das vezes eram: salmão defumado, jamón, caviar, kani e peito de peru. E de vegetais: mini alcachofra e tomates pelados.

Engana-se quem imagina que as compras como as abaixo saíram caríssimas. Gastávamos em média 25 euros por brunch (café da manhã + almoço) e aí jantávamos em algum restaurante naqueles esquemas que se paga uns 30 euros por duas entradas e dois pratos principais.

Acontece que aqui no Brasil pagamos muito imposto para produtos locais e ainda mais impostos para produtos de fora, por isso tudo que chega aqui, chega caro.

Para se ter uma idéia, ~3 euros é quanto custa um potinho de caviar, ~2,50 euros é o que custa um queijo comum Camembert, ~5 euros uma garrafinha de vinho bacana. Itens que pagamos por aqui ~R$25, ~R$20 e ~R$35 respectivamente.

Mas calma, nem tudo é tão barato e tão vantajoso. Enquanto meu namorado comia cavia de colher (como se fosse um danoninho) meu copo de suco de laranja custava mais de 5-6 euros. Caríssimo não?

Então, já que não posso me esbaldar nos queijos franceses, por aqui… convido-os para um pique-nique com frutas a vontade !!!

:-) Eli

 

La Grande Epicerie Paris

Como disse no post anterior, A-D-O-R-O ir a supermercados e mercadões locais, por isso apresento para vocês o meu supermercado Parisiense, favorito.

Bem perto do metro Vaneau, na rua Serves, fica o “La Grande Epicerie Paris”.

Lembra aqueles empórios sofisticados de SP, só que em proporções abastadas.

Reparem em como as seções são organizadíssimas.  Doces caprichados, quatro geladeiras imensas de queijos, uma parte imensa de vinhos, uma sessão com itens para sobremesa (favas de baunilhas, geléias, etc)…

“Pardon”. Sei que as fotos ficaram horríveis, mas pelo menos dá para vocês terem uma idéia do que estou falando.

E olha que mimo essas frutas servidas em cestinhas, esses sucos envazados em vidro com carinhas e temperos dentro de mini garrafa PET.

La Grande Epicerie Paris: 38 Rue de Sèvres, Paris, France

:-) Eli

Vending machine de baguetes

Jean-Louis Hecht, um padeiro e empreendedor francês (claro), criou a primeira “vending machine” de baguetes francesas.

É só depositar um euro para ter uma baguete fresquinha e deliciosa, a qualquer hora (sim ! a máquina fica ligada 24 horas – só não sei como ela calcula a demanda, deixando os pães sempre assados e quentinhos).

Comida francesa em grande porção

Aqui no Brasil, quando pensamos em comida francesa nos vem à mente pratos bonitos com porções pequenas, certo?

A verdade é que a comida francesa, do dia-a-dia, não é assim.

Prova disso, são esses pratos que pedimos, em um restaurante, perto do museu do Louvre.

Poulet sauce basquaise avec riz (frango com molho de tomate e arroz). O molho de tomate era natural temperado com diversas ervas (bem gostoso) mas o frango não tinha gosto nenhum, nem sal tinha. A verdade é que de todo o prato, o arroz foi o que mais me agradou. rs

Já meu namorado foi de bouf sauce au bleu, frites, salade. Um bife macio com um bom molho de queijo.

Por termos escolhido um restaurante em uma região mais nobre, pagamos mais do que nos outros almoços, €38 para os dois.

:-) Eli

Crepe de esteira

Os crepes franceses (panqueca) são como as tapiocas em São Paulo: vendem em restaurantes e barraquinhas de rua.

Os mais tradicionais são aqueles crepes feitos em chapas redondas, mas nesta viagem vi um crepe diferente: crepe de esteira.

Ao invés de ser feito em um disco redondo, a massa é despejada em uma esteira e na mesma hora que é despejada é esticada com um acessório acoplado no tubo de massa. 


A massa fica “assando” por alguns minutos quando então joga-se o recheio (no meu caso Nutella) dobrando massa, em seguida, até formar  uma panqueca.

É prático para comer sem garfo,  MAS prefiro as tradicionais redondas, para comer no prato, pois tem menos massa e o recheio fica mais espalhado.

:-) Eli