Arquivos da Categoria: Comida regional

Festival do Sakura

A árvore Sakura, no Brasil conhecida como cerejeira, é muito cultuada pelos japoneses, na primavera.

 O culto acontece por sua beleza e porque ela também representa um período de transição no Japão, isso porque suas flores nascem geralmente em março, fim das aulas escolares e fechamento de balanço contábil, das empresas japonesas.

 Há um certo dia, que todos saem do trabalho e se encontram em parques para fazer Hanami (espécie de piquenique feito ao longo deste dia festivo em que come-se lanches, encontra-se amigos e observa-se as lindas flores).

 

Os lanches são trazidos de casa ou são comprados nas barraquinhas que se instalam nos parques.

 Nos hanamis, a concorrência grande é embaixo das árvores pois dizem que se uma folha cair sobre sua comida, você terá sorte. (X?)

Ao contrário da maioria das árvores, o Sakura dura entre sete a dez dias e por isso que a celebração ocorre muito rapidamente.

 Em época de Sakura diversos produtos, feitos com a flor, aparecem nas lojas: Manju (bolinho japonês), sorvetes, chocolates, salgadinhos, geléia, cosméticos e diversos outros itens que vocês podem imaginar.

 

Realmente a flor é linda e os itens que eu já consumi eram tão gostosos também.

Este ano, o festival começa em alguns dias. Como as flores dependem da natureza para brotarem, esse é um calendário estimado de como deve ser.

;-) Cy

Gaeta – Papo ótimo, comida melhor ainda!

Guarapari (ES) é conhecida como um dos melhores locais do Brasil para fazer mergulho, por ter a maior biodiversidade de vida marinha do país. Fomos conhecer a cidade embaixo d’água e pra repor as energias paramos no restaurante mais conhecido por lá, pelo menos para os turistas, o Gaeta.

O lugar é simples e aconchegante e fica na beira da praia de Meaípe, que é tranquila para passar a tarde tomando uma cervejinha. Sentamos perto da janela pra poder observar o mar e de fato entrar no clima com os pés na areia (o resto do restaurante tem chão normal). Mas vamos ao que interessa, a comida. O cardápio é lotado de pratos deliciosos feitos com frutos do mar e peixes, então resolvemos fugir do prato principal, a moqueca capixaba, e apostar na lagosta (~R$120).

Aaaaah as lagostas! Tão gordinhas e tão saborosas! Uma porção vem em torno de 700g, ou seja, é comida para 3 pessoas comerem tranquilamente, ou no nosso caso, para 2 ogrinhos. Pra deixar o prato irresistível, eles colocam um molho branco que ajuda a amolecer a carne que está em contato com a casca facilitando a retirada do bichinho inteiro, e queijo parmesão derretido em cima. Com essa combinação não tem como dar errado, as lagostas são simplesmente sensacionais!! Derretiam na boca e tinham um sabor único, só comendo mesmo pra sentir. Junto vem o arroz, pirão e moqueca de banana, e o melhor? Tudo em panela de barro.

lagostas

A dona do restaurante veio conversar com a gente enquanto pagávamos a conta. De tão gente boa que a Dona Idalina é, ficamos um tempão batendo papo, com ela contando as suas histórias, sempre entrelaçadas com a do Gaeta, afinal são 45 anos de um verdadeiro casamento. Além disso, o atendimento ao longo da tarde/noite foi ótimo, com a garçonete explicando bem os pratos e indicando as quantidades suficientes para 2 pessoas (taí umas das características que mais apreciamos em um restaurante: sinceridade/honestidade, pra não faltar e nem desperdiçar comida).

Se você tiver em Vitória ou Guarapari, nós garantimos: vale super a pena ir ao Gaeta.

Por Nath & Rica

Restaurante Gaeta
Avenida Santana, n.º 47, Meaípe, Guarapari

O que comer no Espírito Santo?

Quando vou ao Espírito Santo preciso:

- Tomar o suco de ameixa com leite condensado, de uma lanchonete regional

- Comer moqueca de banana da terra

- Comer o bolinho de aipim da Zezé, na praia de Meaípe.

Bolinho de aipim é tradição no E.S. mas esse bolinho da Zezé é sensacional.

Aparentemente, eles dizem que a massa é só mandioca amassada com manteiga mas deve ter algum segredo porque ele é diferente de todos os outros bolinhos da região.

Minha família adora e por isso sempre volto com duas dúzias de bolinho no avião.

O meu preferido é camarão com queijo (R$9,00) mas o de carne seca tem uma boa aceitação aqui em casa também.

Bolinho que está mais para bolão

Se estiver no sul do ES, dê uma esticada na praia de Meaípe e prove o famoso bolinho. Mas chegue cedo e tenha paciência, porque no verão a fila é tão grande que as vezes demora horas pra você conseguir um bolinho.

:-) Eli

Obleas por Natalia Santos

Esse doce é bem comum no México.

Em todos os restaurantes que fui ofereciam como sobremesa. Ele fica próximo aos doces “caseiros” como: cocada, goiaba e doce de leite.

Nos supermercados são vendidos em dois tamanhos: 10 g e 50g.

É uma massa bem fininha de farinha de trigo, que parece uma hóstia. O recheio é de doce de leite de cabra, mas também pode ser encontrado com outros recheios, como: chocolate e geléia.

No site da marca “Las Sevillanas” fala que é um produto delicado e requintado, que combina harmoniosamente recheio sabor caramelo (carjeta) clássico com a textura crocante da farinha de bolacha, obtendo uma doçura de artesanato típica da cultura nacional.

Achei bem diferente e saboroso.

Nos supermercados são vendidos em dois tamanhos: 10 g e 50g.

Achei bem diferente e saboroso.

Bjs! Natalia Santos

Oficina do Sabor – Pernambuco

Há alguns meses atrás, eu e a Cynthia Iguchi, fomos para o Recife a
trabalho.

Como muitos sabem, eu amo o nordeste.  Amo a paisagem, o estilo de vida e principalmente o povo nordestino.

Acho o povo nordestino mais guerreiro. Um povo criativo e que faz as coisas acontecerem. Gosto dessa postura de dar um jeito ao invés de  dar uma desculpa. E gosto da receptividade de lá também.

O Nordeste é o lugar, do Brasil, que mais me recebe bem. Sempre que vou, a passeio ou a trabalho, trago boas referências e muitos  presentinhos.

Dessa vez não foi diferente. Fomos recebidos pelo Carlos e pelo Cristovão que ao saberem do nosso gosto pela comida, nos levaram para almoçar no delicioso Oficina do Sabor, em Olinda.

O restaurante é rústico, tem decoração bem colorida e bem  para cima (a cara de Olinda). Escolhemos uma mesa na parte de fora do restaurante, que fica no alto, tem uma brisa gostosa e uma vista lindíssima da cidade.

Deixamos à escolha dos anfitriões, o que comeríamos e foi a melhor coisa que fizemos pois só comemos do bom e do melhor.

De entrada: Iscas de peixe, bem sequinhas e bem temperadas, servidas com molho de mostarda

E como prato principal:

Baião de dois pernambucano, o arroz, feijão, queijo coalho e  FRUTOS DO MAR. Sim. Essa é a diferença do Baião de dois pernambucano para outras regiões. Posso dizer que agradou, e muito!

Também pediram um Jerimum recheado com camarão ao creme de maracujá (R$81) servido com arroz com coco. Todos os pratos estavam deliciosos, mas esse estava divino. Quase me acabei de tanto comer. O ácido do maracujá combinou muito com o camarão. Um sabor sem igual.

E para sobremesa tomamos sorvete de tapioca e claro, pedi a minha tão amada Cartola (sobremesa que amo e que já falei aqui)

Foi um almoço espetacular que quando lembro dos pratos, começo a salivar de vontade de voltar.

Agradeço o convite do Carlos e Cristovão também. Não podia ter tido anfitriões mais atenciosos que eles.

:-) Eli

Pique-nique ou farofada?

A verdade é que no Brasil, se levamos um lanche para a praça, praia ou parque e alí comermos… nos classificam como farofeiros.

Já lá fora, se fazemos isso (como todos os europeus fazem), o povo fala… nossa, que chique, estão fazendo pique-nique na Europa. rs

Farofada ou Pique-Nique, digo que adoro essa prática.

Não tem nada mais barato e mais gostoso do que preparar o lanche (da forma que você gosta) e leva-lo para aquela fome que dá no meio do passeio. Não é?

No nosso caso optamos por fazer pique-nique na Espanha e na França, por três motivos: escolhemos hotéis baratos que não ofereciam café da manhã, comprar coisas no mercado sai bem mais barato do que tomar café da manhã na rua e escolher o que iríamos comer nos dá muito prazer.

Assim eram nossos dias: todas as manhãs passávamos no mercado em busca de nosso brunch.

Sagradamente comprávamos: baguete, croissant, geléia, queijo, iogurte, frutas e vinho. E algumas proteínas, que na sua maioria das vezes eram: salmão defumado, jamón, caviar, kani e peito de peru. E de vegetais: mini alcachofra e tomates pelados.

Engana-se quem imagina que as compras como as abaixo saíram caríssimas. Gastávamos em média 25 euros por brunch (café da manhã + almoço) e aí jantávamos em algum restaurante naqueles esquemas que se paga uns 30 euros por duas entradas e dois pratos principais.

Acontece que aqui no Brasil pagamos muito imposto para produtos locais e ainda mais impostos para produtos de fora, por isso tudo que chega aqui, chega caro.

Para se ter uma idéia, ~3 euros é quanto custa um potinho de caviar, ~2,50 euros é o que custa um queijo comum Camembert, ~5 euros uma garrafinha de vinho bacana. Itens que pagamos por aqui ~R$25, ~R$20 e ~R$35 respectivamente.

Mas calma, nem tudo é tão barato e tão vantajoso. Enquanto meu namorado comia cavia de colher (como se fosse um danoninho) meu copo de suco de laranja custava mais de 5-6 euros. Caríssimo não?

Então, já que não posso me esbaldar nos queijos franceses, por aqui… convido-os para um pique-nique com frutas a vontade !!!

:-) Eli

 

La Grande Epicerie Paris

Como disse no post anterior, A-D-O-R-O ir a supermercados e mercadões locais, por isso apresento para vocês o meu supermercado Parisiense, favorito.

Bem perto do metro Vaneau, na rua Serves, fica o “La Grande Epicerie Paris”.

Lembra aqueles empórios sofisticados de SP, só que em proporções abastadas.

Reparem em como as seções são organizadíssimas.  Doces caprichados, quatro geladeiras imensas de queijos, uma parte imensa de vinhos, uma sessão com itens para sobremesa (favas de baunilhas, geléias, etc)…

“Pardon”. Sei que as fotos ficaram horríveis, mas pelo menos dá para vocês terem uma idéia do que estou falando.

E olha que mimo essas frutas servidas em cestinhas, esses sucos envazados em vidro com carinhas e temperos dentro de mini garrafa PET.

La Grande Epicerie Paris: 38 Rue de Sèvres, Paris, France

:-) Eli

Barcelona: “La Boqueria” ou Mercat St Josep

Quando estou em algum lugar diferente, adoro conhecer a cultura local. Para mim, conhecer tal cultura através da comida é uma das melhores imersões.

Faço isso indo a restaurantes, claro, mas acho que a experiência mais rica acontece quando vou a supermercados e mercadões locais.

São nesses espaços que consigo ingredientes locais, consigo imaginar como é a base alimentar daquela cidade e consigo sentir aromas que só poderei encontrar naquele local.

Minha visita ao Mercadão “La Boqueria” ou Mercat St Josep me fez ver coisas lindíssimas e algumas não tão lindas assim, como poderão ver abaixo.

Foi uma visita incrível e que já deixa saudades !

Mercat de la Boqueria: Rambla, 91 – perto da estação Badal (Metro)

Almoço na Plaza Mayor – Madri (Espanha)

No centro de Madrid, bem perto da famosa “Puerta del Sol”, encontra-se a Plaza Mayor – praça enorme (mais de 100 m2) arquitetada no século XV, rodeada por lojas e restaurantes (incluindo o restaurante e a padaria mais antiga da Espanha).

 

Botín – restaurante mais antigo da Espanha:

Dentre vários restaurantes, escolhemos um que o menu  nos agradou (e o que cabia no nosso bolso – 15 euros por pessoa).

De entrada pedimos sopa de cebola e gazpacho (“sopa” gelada feita com tomate e pimentões)

Prato principal:

- Bife a milanesa (temperado com uma pimenta)

- Carne com molho de pimentões

E só eu fui de sobremesa. Escolhi uma espécie de mil folhas.

:-) Eli

Cochinillo: o famoso porquinho de Segovia (Espanha)

Fomos a outra cidade, perto de Madri, chamada Segovia – cidade lindíssima, com monumentos imponentes como o portal romano de 163 arcos (do final do século I).

A catedral gótica e o Alcazár.

Mas como esse blog trata sobre comida, falaremos do típico e famoso prato: Cochinillo de Segovia (porquinho assado).

Bom, depois de ir no restaurante José Maria (um dos mais tradicionais e mais premiados da Espanha), descobri algumas particularidades desse leitãozinho:

- o porco SÓ se alimenta de leite materno;

- quando atingem cerca de 4,5 quilos, são sacrificados;

- todos os porcos de Segovia recebem um anel na pata traseira, para comprovar sua procedência;

- neste anel é escrita a data que ele foi abatido e só são assados porquinhos abatidos com até 5 dias daquela data;

- os porcos “oficiais” só podem ser servidos em restaurantes certificados.

Bom, chega de curiosidades/“bla bla bla” do restaurante e vamos aos fatos que ali pude comprovar:

- os porcos de Segovia são só assados com água e sal;

- A casca (pele) é crocantíssima;

- O conchinillo é suculento e super macio;

- são tão macios que são cortados com um prato de cerâmica comum (ou seja, não precisa nem de faca para parti-lo).

Embora o cochinillo chegue inteiro no salão, só é servido um pedaço por pessoa (€23 cada pedaço)

Sim! É diferente de tudo que já comi.

Sim! Delicioso mesmo para os que não gostam de porcos, como eu.

Sim! Faça reserva porque geralmente o restaurante é lotado.

Sim! Dá muita dó de comer vendo o fucinho.

Chegue cedo, porque se tiver sorte você ganha como aperitivo uns bocadillos quentes de jamon com queijo. Sensacionais!

Ah, na Espanha o couvert não é cobrado. No José Maria, por exemplo, nos servem esses miudinhos temperados e saborosíssimos.

Bom, para os que não curtem muito porco (como eu), sugiro esta carne grelhada com batatas (€24) deliciosa também.  

Restaurante José Maria: Cronista Lecea, 11. Segovia
Reservas: 921 461 111 reservas@rtejosemaria.es

:-) Eli

Brasil a gosto

Ouvi dizer que a conhecida chef Ana Luiza Trajano é neta de nordestinos e que já passou por mais de 50 cidades brasileiras em busca de ingredientes, referências e inspirações para compor seu cardápio.

Se essa informação é verdadeira, não sei – mas posso afirmar que a chef Ana Luiza Trajano soube inserir, em seu cardápio, ingredientes de diversas regiões do Brasil, de forma harmônica valorizando a cultura e culinária brasileira.

O restaurante existe há 5 anos e fica em um sobrado situado em uma discreta rua dos Jardins.

As mesas são divididas em dois salões médios, ambos decorados com móveis rústicos e de bom gosto e com diversas peças de artesanato brasileiro (peças que inclusive podem ser adquiridas se o cliente se interessar).

Outro ponto a ser destacado é que dá para ver que tudo no restaurante foi pensado com carinho, dos uniformes que trazem referencia às mucamas da época do engenho, às músicas brasileiras que passam por vários gêneros e diversos períodos.

Bom, tínhamos reserva e assim que chegamos fomos muito bem atendidos, por garçons que logo nos trouxeram o couvert da casa, chamado de Pitéu (R$8,0 por pessoa) com: Palitos de polvilho, chips de raízes (mandioca, mandioquinha, batata-doce e nhami em finas tiras fritas), pães diversos (abóbora, de queijo e batata) servidos com manteiga aviação com sal, alho e castanha de baru, e queijo cremoso com pesto de cheiro verde.

A estratégia de pular entradas para nos esbaldarmos em pratos principais continuou, por ordem de preferência,  do que mais gostei para o que menos me agradou, segue o que pedimos nesta visita:

BIFE FINO DE PORCO, macio, saboroso e sem gordura com um delicioso MOLHO adocicado de JABUTICABA servido com purê de inhame e banana da terra grelhada. Um prato com sabor rico e equilibrado (R$48)

PIRARUCU, com refrescante calda feita da combinação de coco, capim limão e gengibre, servido com purê de abóbora e batata-doce (R$68)

ATOLADO DE BODE (eu não gosto muito de carne de bode, mas esta estava suave) muito bem combinada com a “cama” de creme feito com mistura de raízes (acho). A decoração caprichada dava um “tchan” a mais para o prato que vinha com estas “arestas” feitas de crocantes de mandioquinha (R$54)

O único prato que não gostei, foi a MOQUECA VEGETARIANA servida com arroz de coco, pirão de hibisco e farofa brasileira. Eu gosto de legumes, mas achei que havia excesso de personalidade nos ingredientes escolhidos deste prato. Para meu paladar havia uma briga de ingredientes fortes que não combinavam muito.

As fotos mostram porções menores do que as reais, isso porque pedimos para que dividissem cada prato em dois para que pudéssemos experimentar tudo. Sim! Gentilmente o chef se desdobrou para atender nosso mimado pedido  – e isso foi feito sem esquecer da caprichada estética do prato.

Pratos devorados partimos para as sobremesas:

Deliciosas tortinhas ROMEU E JULIETA (R$20) servidas em finíssima massa recheada com um leve creme de queijo, calda de fruta e uma instigante “bolinha” de goiabada. Achei o tamanho certo para se comer em uma bocada só e com doce natural na medida certa (não leva açúcar nenhum, segundo o garçom. Nhami!).

MARIA MOLE CREMOSA COM BABA DE MOÇA coberta com COCO FRESCO E CASTANHA DE CAJU (R$20) a cremosidade e a combinação do crocante vindos da castanhas e do coco fresco deixaram a sobremesa bastante especial. O açúcar, na medida certa, também contribuiu.

COCADA DE FORNO com calda de melaço (bem doce), mas que servida com sorvete de limão (R$20) que tinha esse excesso de açúcar quebrado.

BOLINHO CREMOSO DE BARU com coco queimado (servido quente e com consistência cremosa como o do petit gateau) acompanhado de ácido sorvete de hibisco, sorvete de baru e calda azedinha de cajá (R$20). 

E BANANADA com CASTANHA DO PARÁ e COCO servida com sorvete de nata (R$20) – que não surpreendeu.

Enfim, mais um dia que saímos felizes com o atendimento e com a proposta gastronômica do restaurante brasileiro. Sim! Restaurante esse que pode se apresentar como restaurante brasileiro, mesmo tendo quebrado o paradigma de que restaurante brasileiro é aquele que serve churrasco, feijoada e dobradinha.

Brasil a Gosto: Rua Prof. Azevedo do Amaral, 70 – Travessa da Rua Barão de Capanema – Jardins | São Paulo – SP | Tel: (11) 3086-3565

Galinhada Dalva e Dito por Natalia SANTOS

Olá pessoal, primeiro deixa eu me apresentar para não criar confusão… (risos). Sou a Natália, mas não a Misumi e sim a Santos. E, por favor, não me chamem de Nath, se não a Nathalie (Nath) me mata! 

Também adoro comer e por isso diariamente falo com a Eli sobre comida e por esse assunto em comum, cá estou hoje para falar sobre a surpreendente Galinhada do Dalva e Dito, que fui na semana passada.

 Para quem não conhece, o Dalva e Dito é o restaurante que tem como chef, ninguém menos do que Alex Atala que conta com o apoio do meu super amigo Meguru, subchefe do local. Ah, foi ele quem nos convidou para conhecer a tal Galinhada da Madrugada.

 No início achei estranho comer à meia noite (sim! 0h00 é o horário que abrem o restaurante para galinhada), mas não dispensaria o convite do meu amigo, tampouco deixaria de ir ao Dalva e Dito, ainda mais com um preço atrativo assim:  R$ 29,00, irrecusável, não?

 Então fomos lá eu, meu noivo, minha sogra e cunhada. Chegamos meia noite em ponto e logo fomos acomodados em uma mesa na área “externa” coberta por samambaiais que traziam o ar de “natureza”.

 

Para beber quis experimentar o suco de uva orgânica, afinal sou adepta dos alimentos orgânicos.

 

Depois até pensamos em pedir uns aperitivos, (estavam servindo: coxinha, mandioca frita e bolinho de queijo) mas achamos mais prudente, até por causa do horário, ir direto a tal galinhada.

 E eis a surpresa, pois diferente da galinhada de Goiás, que parece um risoto (arroz misturado com galinha), lá a galinhada era servida diferente. Ou melhor, oferecida de forma diferente porque nós que montávamos o nosso prato na própria cozinha (isso fez parecer muito aqueles almoços de família grande, sabe?).

 

No buffet estava disposto: o arroz branco, o arroz com pequi (fruto lá de Goiás que tem sabor bem marcante e peculiar) sabia que algo viria de lá, o quiabo, a farofa, o pirão, uma costela e lógico a galinha assada.

As galinhas eram super saborosas, pois segundo o chef Meguro foram marinadas por 8 horas e refogadas por outras 5 horas com cebola, alho, pimentão vermelho, tomate, manjericão, hortelã, colorau, e salsinha.

 Lógico que quis experimentar de tudo e realmente foi o melhor que fiz, pois estava tudo delicioso. Nota 10!

 O arroz com pequi estava bem suave, mas o que me impressionou foi à costela temperada com alecrim. Mara!

Pena que o samba começou bem na hora que iria repetir… (risos). Isso mesmo, tocou um mega sambão, com direito até a passista. Eu e a minha sogra não nos aguentamos e fomos sambar lá no meio do salão, até deixamos a galinhada de lado só para cair no samba.

 É, realmente estava tudo muito bom. A comida, o atendimento, a música tudo perfeito! E para terminar a noite bem é lógico que não podia faltar à sobremesa. Para o “povo da galinhada” estavam disponíveis as seguintes sobremesas:

Creme de Papaia e Romeu e Julieta, por apenas R$ 5,00 cada. 

Eu preferi investir no Romeu e Julieta, que estava bem saboroso e na quantidade certa para não ficar enjoativo.

Como tinha muita gente esperando, no andar de baixo, achamos justo terminar logo e ceder lugar, inclusive para os meus amigos que estavam curtindo o samba, mas aguardando ansiosos pela galinhada.

Foi uma experiência realmente muito legal e surpreendente.

Vale a pena visitar, mas o legal é ser pontual para não ficar na fila de espera, assim você faz a digestão mais cedo também… (risos). #fikdica

O Alex Atala é realmente genial, que sacada! Ele continua atendendo seus clientes no almoço e no jantar, e ainda recebe nossos clientes na “ceia”. Mas não vai pensando que isso é para qualquer um… Encher o restaurante servindo galinhada à meia noite é só para ele. Isso é só no Dalva e Dito.

Obrigada Mê pelo convite! E parabéns pelo trabalho! Esse é a minha dica para o comi por aí.  

 A Galinhada iniciou na semana passada (12 de fevereiro) e parece que vai acontecer sempre aos sábados das 0h às 3h da manhã.

Dalva e Dito: Rua Padre João Manuel, 1.115   Tel.:  55 11 3068-4444 

Por Natalia Santos

Restaurante mineiro Gamela.

Depois de falar de um restaurante mais caro, como o D.O.M, vamos falar de um bom custo benefício?

Pois assim é o gamela: Comida mineira, caseira e farta!

Ele fica na Vila Mariana e é ótimo para quem quer comer bem e gastar muito pouco.

Sempre que vou lá como o escondidinho (mandioca, carne seca e queijo gratinado). Como acompanhamento, o prato traz também arroz, feijão, vinagrete e couve.

O prato para duas pessoas atende muito bem três pessoas (pelo menos três mulheres) e sai cerca de R$50 (menos que R$20 para cada um).

E aí, vai um escondidinho baratinho?

End: Rua Joaquim Távora, 1115 – Vila Mariana – São Paulo – SP / Tel: (11) 5082-3617

Broa de milho por Sueli K.M.Yamauchi

Santo Antonio dos Pinhais é aquela cidade bonitinha, com bastante verde e aquele ebucolismo gostoso.

Passamos alguns dias lá e em nossa visita encontramos um lugar que vende broinhas de milho, assadas em forno a lenha. O diferencial delas é que são assadas em folha de bananeira e tem um formato diferente (R$1,00 cada). Uma graça, não?

Quentinhas, com café feito na hora são gostosas. E caracterizam bem o clima calmo, caseiro e de coisinhas gostosas que só o interior tem.

Por Sueli K. Yamauchi

Chocotejas Britt

Hoje ganhei um “Chocotejas Britt”.

Achei a embalagem tão bonitinha. Tinha essa fitinha de veludo e papel fosco com esses desenhos, dourados, das linhas de Nazca.

Sim! O chocolate veio do Peru e apesar de bastante doce, era bem gostosinho, com recheio de doce de leite e marañón (=caju. Na verdade neste caso eram castanhas de caju).

Sabe o que é pior? Eu nem sei quem me deu esse chocolate. Apareceu um dia na minha mesa, então seja lá quem tenha deixado pra mim, obrigada :-)

Eli

Oficina do sabor – por Silvia I. Duarte

Em Olinda, Pernambuco, fui num lugar muito gostoso… e lembrei do Comiporai!
Chama-se Oficina do Sabor:
Neste dia comi:

De entrada
Queijo de coalho assado com ervas nordestinas e Queijo de coalho assado ao alho e óleo
Estes temperos dão um sabor muito marcante para o queijo coalho! Destaque para o alho ,  crocante e suave!

De prato principal
Jerimum Frevoé – recheado com camarão e lagostim ao molho de maracujá e arroz de coco
A famosa abóbora ou “kabotchan” rs! Camarões e lagostins suculentos, um certo azedinho do maracujá e um arroz de coco que é um espetáculo!
Este arroz é cozido no leite de coco e tem raspas bem fininhas da fruta!

De sobremesa
Baba-de-Moça com quero-mais-neguinho – doce de coco verde, sorvete de tapioca, bolinhos de goma e cocada preta
Baba-de-Moça é aquela ‘carninha’ do coco verde (é assim que eles se referem)… mas o melhor de todos estes ingredientes certamente é o sorvete de tapioca! A sobremesa em si é um pouco enjoativa, mas vale experimentar!

De bebida
Caipifruta
Um copo que é três vezes o de são paulo tem frutas diversas como Jabuticaba, mexerica etc! Bem leve!

O lugar é bem agradável… ficamos na varanda que tem vista para a cidade vizinha Recife. Os garçons são atenciosos e hospitaleiros… Adorei! Ele faz parte de um roteiro gastronômico que reúne lugares de todos os cantos do Brasil… Eu não experimentei o ‘prato da boa lembrança’, mas quem pedir esta receita leva um prato decorativo do lugar…

Não lembro os valores, mas valem porque os pratos são deliciosos e dá pra dividir com 2 a 3 pessoas!

Espero que aproveite este compartilhamento cultural rs! Anexo fotos!

bjs, Silvia I. Duarte

Sobaria: culinária do Sul do Mato Grosso

Conheci o Sobaria através da Nat e desde então já fui com meus pais, com amigos e recentemente com meu namorado.

O restaurante oferece pratos do sul do Mato Grosso e o Sobá (macarrão japonês típico de Okinawa, que dá nome ao restaurante).

Mesmo tendo como especialidade o macarrão, sempre que fui optei pelas saborosas carnes, que contam com cortes diferentes dos tradicionais, e que sempre são oferecidas bem macias (algumas derretendo) e bem temperadas.

Como era a primeira vez que meu namorado visitava este restaurante, escolhemos o Mix no réchaud (R$65) que vem com quatro tipos de carnes:

  1. Bananinha (intercostal do boi – obtido da separação da lateral da costela bovina dos ossos). Deliciosa!
  2. Pacuzinho (nesse caso não é o peixe – mas sim um tipo de corte que lembra a fraldinha e que também é conhecido como bife do vazio).
  3. Cupim (que vem derretendo)
  4. Lingüiça Pantaneira (saborosa, bem temperada e quase sem gordura).

As carnes sempre acompanham arroz, vinagrete, farofa e uma mandioca amarelinha e super macia.

Para beber, entramos no clima e pedimos o Tererê  (R$10) – bebida de mate que ao contrário do chimarrão é servida gelada.

Ah, para sobremesa aproveite para experimentar algum sorvete feito com frutas do cerrado. Eles são servidos no restaurante ou na loja que fica ao lado do restaurante. Só NÃO tomem de Jatobá.

 Ta aí, um restaurante regional para se conhecer um pouco da culinária sul matogrossense, já  que ela não é tão divulgada por aqui.

Sobaria: Rua Aurea, 343, Vila Mariana – SP. 11. 5084 8014

:-) Eli

Ki Mukeka – Salvador

Outra lembrança incrível que vou levar de Salvador é a Moqueca de camarão que comi no Ki Mukeka.

Eita moqueca saborosa e caprichada ! Nada nela era exagerado. Realmente havia um equilíbrio entre o leite de coco, dendê, tomates e outros temperos.

Outra coisa que achei incrível foram os camarões, fartos e TODOS limpos! Sem pele e sem aquela “tripa/intestino nojentos” que vem nas costas e embaixo dos camarões, sabe? A sensação foi de comer uma moqueca feita por alguma bahiana que teve o mesmo capricho que minha mãe tem (sim! Minha mãe limpa todos os camarões, um por um).

A moqueca vinha acompanhada de feijão fradinho, farofa e arroz. A pimenta, como em todos os pratos vem a parte e algumas gotinhas dela deixavam o prato perfeito.

Mas o complemento que mais me agradou no restaurante foi a vista que tínhamos. O restaurante fica em frente à praia de Itapuã e essa era nossa vista. Perfeita, não?

 

Ki Mokeka de Itapuã:  Rua Vento Sul s/n, Farol de Itapuã, Salvador, Bahia. (71) 3374 2147

:-) Eli

O que, que a bahiana tem? Tem?

Além da comilança que fizemos no restaurante do Senac (postado ontem), seguimos a sugestão da Natalia Santos e fomos provar o acarajé da Cira !

Ainda bem ! Que acarajé delicioso (R$5,0)!

Por fora bem crocante, por dentro uma massa macia e saborosa. Como recheio vem um vatapá bem temperado, camarões e uma salada de tomate e cebola.

Sem dúvida foi o acarajé mais gostoso que já comi.

Na mesma barraca comemos um bolinho chamado de Bolinho de Estudante (R$2,50).

Doce feito com massa de tapioca, que é frita e passada no açúcar e canela. Ao comê-lo senti textura de tapioca e sagu (porque ficam umas bolinhas na massa) e por causa do gosto de fritura e da canela me lembrou churros também. Gostoso, mas eu deixaria de comer esse bolinho para encarar mais um acarajé.

A barraca é simples, mas não subestime. Conversando com o pessoal da barraca, soube que são mais de 40 pessoas que trabalham na produção e que são vendidos mais de 1.000 acarajés por dia !

Onde? SALVADOR! Fica em uma pracinha perto da orla (da avenida Otavio Magabeira) com a rua Renato Santos, na praça Rio Vermelho. Mas se perguntar, todos saberão informar.
:-) Eli

Passeio pela gastronomia Bahiana

A Bahia é uma região extremamente rica, no Brasil, seja pelas belezas naturais, culturais, históricas e claro, gastronômicas.

A escolha pela Bahia foi óbvia, no meu caso, a capoeira me chamou para Salvador. Pena que de capoeira nada vi por lá (mas isso não vem ao caso neste blog).

Por outro lado pude conhecer um pouco da cidade de Salvador, da praia do Forte onde fui também ao projeto Tamar e a paradisíaca Morro de São Paulo.

Como é de praxe, eu e meu namorado fomos atrás das comidas regionais e nessa visita tivemos oportunidade de degustar deliciosas moquecas, pratos diferentes e receitas não tão saborosas assim.

Na verdade comi muitas coisas e a maioria nem sei o que era, só sei se gostei ou não e é assim que as classificarei aqui.

Em uma outra oportunidade coloco a descrição de cada, que procurarei com mais calma. Vamos lá para os pratos provados:

Rabada :-)

Pirão :-)

Língua de ensopado :-(

Feijão de leite (feijão doce) :-(

Vatapá :-)

Feijão fradinho :-)

Xinxim de galinha :-(

Caruru :-)

Abará :-(

Paçoca de carne (farofa com carne seca) :-)

Quiabada :-)

Maxixada :-(

Cozido de carne (carne de panela) :-)

Feijão de tropero :-)

Peixe a baiana (moqueca sem dende) :-)

Arroz de marisco :-)

Moqueca de peixe :-)

Moqueca de camarão :-)

Moqueca de ovos :-)

Moqueca de mexilhões :-(

Moqueca de ostra :-(

Moqueca de caranguejo :-)

Moqueca de sururu :-)

Moqueca de sarnambi :-)

Moqueca de fato :-(

Moqueca de siri :-)

Moqueca de arraia :-) (deu dó de comer, mas a carne é extremamente macia e sem espinho)

Sim. Comemos tudo isso, mas porque encontramos o restaurante do Senac, no qual alunos de gastronomia cozinham pratos típicos da culinária Bahiana e que por uma taxa de R$32,00 podíamos comer a vontade.

Valeu a pena, principalmente porque agora eu sei quais pratos vou querer repetir e quais não passarei muito perto na minha próxima visita.

Senac: Largo do Pelourinho, 13 – Salvador – BA, 40026-280‎ – (0xx)71 3324-4552‎

:-) Eli